1º Mundialito com Vidrilhas

23 de janeiro de 2012

No último sábado, dia 21 de janeiro, foi realizado o 1º Mundialito de Futebol de Botão com Vidrilhas. O torneio foi prestigiado pelas seleções de todos os países que já foram campeões mundiais e ainda teve a participação de duas seleções que encantaram em determinada copa, mas não levaram o caneco. Trata-se das seleções da Hungria de 1954 e da Holanda de 1974. As outras competidoras foram a seleção do Huruguai de 1930, da Italia de 1934, da Inglaterra de 1966, do Brasil de 1970, da Alemanha de 1974, da Argentina de 1986, da França de 1998 e da Espanha de 2010.


Da esquerda para a direita: Hamilton, Marcus, André, Maurício e Daniel

Cinco técnicos foram convidados a dirigir as dez seleções, ficando cada um deles responsável por duas delas. André, Daniel, Hamilton, Maurício e Marcus.

As equipes foram divididas em 2 grupos de 5, onde se enfrentaram por pontos corridos. Ao final da primeira fase, as duas melhores de cada grupo disputariam as semifinais para a decisão de 1º a 4º lugares. A terceira e a quarta de cada grupo disputariam as semifinais para a decisão de 5º a 8º lugares. E as lanternas de cada grupo, voltariam para casa mais cedo.

O grupo A foi formado por Brasil (Hamilton), Argentina (Daniel), Hungria (Marcus), Holanda (Maurício) e Inglaterra (André). A disputa foi muito equilibrada e quando teve início a última rodada, quatro seleções ainda tinham chances de classificação. Logo na primeira rodada, um dos maiores clássicos do futebol mundial, Brasil x Argentina, foi também o único jogo a acabar em 0×0 em todo o torneio. Bem típico de Brasil x Argentina. O outro jogo de abertura, foi um Hungria x Holanda, duas seleções que, segundo alguns, não deveriam ter caído no mesmo grupo, para que tivessem mais chance de ambas se classificaram para tentar a tão falada “justiça história”. Foi um jogo parelho, que terminou com a vitória por 3×2 do Carrossel Holandês.


Duas grandes equipes que fizeram história e são até hoje lembradas, mesmo não tendo vencido a Copa do Mundo. Holanda de 74 e Hungria de 54. Jogo terminado 3×2 para a Holanda.

Em um grupo com 3 campeões mundias e 2 que deveriam ter sido não se pode falar em decepção ou surpresa, mas a Inglaterra deixou aquele gostinho de que poderia ter dado mais, ao terminar a fase com apenas 1 ponto, conquistado no empate por 1×1 no jogo contra o Brasil. Enquanto na Holanda, Cruyff comandava a festa, servindo Krol, Rijsbergen e De Jong para balançarem incessantemente as redes adversárias, garantindo antecipadamente a classificação, a Hungria ia tentando se encontrar em campo e chegava à penúltima rodada secando com todas as forças Argentina e Brasil para que não vencessem e ainda necessitando de uma vitória na última rodada, conta a Inglaterra. A secação deu certo, já que os dois jogos terminaram empatados em 1×1. Os húngaros entraram então focados no último jogo e carimbaram o passaporte dos ingleses com um impiedoso 5×1, com show de Sandor Cocsis, que marcou nada menos que 4 gols na partida, garantindo o primeiro lugar no grupo.

Ao final, Hungria e Holanda se classificaram em primeiro e segundo e mostraram para os críticos que o temor de colocar as duas no mesmo grupo era infundado. Ambas continuavam no caminho para tentar a tão sonhada “justiça história” ;-) Argentina e Brasil passaram à disputa até o 5º lugar e Inglaterra voltou pra casa com a lanterna.

O grupo B foi formado por Espanha (Hamilton), Alemanha (Daniel), Itália (Marcus), Uruguai (Maurício) e França (André). Já na primeira partida, a Alemanha mostrou que não estava ali para brincadeira e detonou a Espanha, atual campeã mundial de futebol de campo, por 3×1. O Uruguai, também com pinta de vencedor, passou por cima da Itália (4×2), com show de Hector Castro (2 gols). Só que no jogo seguinte, o mesmo Uruguai foi atropelado pela França (3×0) e não conseguiu marcar mais um gol sequer, terminando a fase na lanterna do grupo B. Também a França parou depois da estréia avassaladora. Seria ainda trucidada por 5×1 pela irresistível Alemanha e sofrido uma derrota ainda pior para a então mosca morta do grupo, como se verá mais adiante.

A Alemanha foi perfeita durante toda a primeira fase, terminando com 100% de aproveitamento e média de 3,3 gols por partida. Sobrou e garantiu a classificação com antecedência. A Espanha também, embalada com os golaços de Xabi, Puyol e Iniesta, se recuperou depois da derrota inicial, sobrou sobre os demais adversários e acabou se classificando com certa tranquilidade em segundo lugar no grupo. Restou então a emoção na disputa contra a lanterna. Na última rodada, os italianos, depois de três derrotas, já haviam marcado o vôo de volta e entraram derrotados em campo para enfrentar a França. Mas eis que surge um gigante, Giuseppe Meaza, que sozinho já seria suficiente para destroçar os atordoados franceses, marcando nada menos do que cinco gols, na vitória por 8×4. Após a partida, o técnico da França teria sido ouvido lamentando o fato de que logo quando fizeram quatro gols, tomaram oito. A Itália acabou se classificando para a disputa até o 5º lugar em terceiro no grupo, com a França em 4º. A lanterna ficou com o Uruguai, que já contava com a vaga certa e a lanterna nas mãos dos Italianos.

Nas semifinais pela disputa até o 5º lugar, a França passou fácil pela Argentina, vencendo por 2×0. Brasil e Itália, fizeram um jogo emocionante, com o Brasil fazendo uma de suas melhores partidas na competição, mas a Itália mostrou que os 8×4 não haviam sido mero acaso e venceu a partida por 5×3. França e Itália se encontrariam novamente, na disputa pela quinta colocação. Argentina e Brasil “lutariam” pelo sétimo lugar.

Nas semifinais da elite, Hungria e Espanha fizeram um jogo muito equilibrado, com shows de Puskas e Puyol, e que acabou empatado em 3×3. A decisão da vaga para a final foi para os pênaltis. Nessa situação a Hungria lembrou muito uma certa Seleção Brasileira em decisão de pênaltis e, mostrando uma incrível incompetência, não conseguiu converter um pênalti sequer e foi facilmente batida pela Espanha por 2×0 nos pênaltis. No outro jogo, a Holanda passeou sobre a até então imbatível Alemanha, que depois de distribuir gols a torto e a direito na primeira fase, não conseguiu se desenrolar do Carrossel Holandês e acabou derrotada por 3×0, com show de Cruyff, que marcou dois dos gols dos Holandeses. A final reeditaria a final da Copa do Mundo de Futebol de 2010, com Holanda e Espanha lutando pelo título.

Na disputa pelo 7º lugar, a Argentina levou a melhor sobre o Brasil, vencendo por 2×1, se é que se pode chamar uma colocação final dessas de “levar a melhor”. Mas vocês sabem como é essa rivalidade e os jornais em toda a Argentina enalteceram o grande feito de ter imputado aos brasileiros aquele horroroso 8º lugar. Dizem até que seus jogadores foram recebidos com festa no aeroporto.

Na disputa pelo 5º lugar, França e Itália se encontraram novamente, mas dessa vez a França entrou decidida em ir à forra ou, pelo menos, não ser trucidada novamente. O que se viu foi um jogo digno de final, que com novo show de Meaza (4 gols) e de Petit, o artilheiro francês, terminou empatado em 5×5. A decisão foi para os pênaltis e a Itália conquistou a 5ª colocação no sufoco, vencendo por 4×3 a decisão por pênaltis.


Itália, do técnico Marcus (esquerda), e França, do técnico André (direita) prontas para a decisão do 5º lugar. Jogo terminado em 5×5 e decido nos pênaltis com vitória da Itália por 4×3

Na disputa pelo 3º lugar, entre Hungria e Alemanha, o que se viu foi um jogo duro, duro mesmo de se ver, um jogo triste, com as duas seleções abatidas pela perda da vaga na grande final, ambas depois de se classificaram em primeiro em seus grupos. Mais duro ainda para a Alemanha, depois da campanha brilhante da primeira fase. O fato é que o jogo se arrastou no 0×0 até o final, quando o lateral húngaro Buzanszky meteu um balaço de longe, mais no desespero para fugir de outra decisão de pênaltis, do que propriamente para conquistar a terceira colocação. A bola balançou as redes da Alemanha ao mesmo tempo em que sou o apito final. Fim de papo.

Na grande final, um grande jogo, digno das campanhas de Holanda e Espanha. A Espanha saiu na frente e abriu vantagem de 2×0, quase garantindo uma vitória tranquila, mas os Holandeses reagiram e empataram o jogo no final, levando a decisão para os pênaltis. Depois de diversas cobranças e muita catimba entre técnicos, goleiros e artilheiros, a Holanda se sagrou campeã do Mundialito, assim como fez na primeira Copa do Mundo do Bola Quadrada, invertendo dessa vez a classificação final da Copa do Mundo de futebol de campo de 2010.


Holanda, do técnico Maurício (esquerda), e Espanha, do técnico Hamilton (direita) prontas para a finalíssima. Jogo terminado em 2×2 e decidido nos pênaltis com vitória da Holanda por 3×2

Agora algumas curiosidades sobre o torneio.

Artilheiros: Giuseppe Meaza, nº 10 da Itália, com 10 gols em 6 jogos disputados. Os vice-artilheiros foram Raimundo Orsi, nº 9 também da Itália, Sandor Kocsis, nº 8 da Hungria, e Petit, nº 17 da França, todos com 5 gols.

Melhor ataque: Seleção da Itália, com 24 gols, média de 4 por partida.

Melhor defesa: Seleção da Argentina, sofrendo apenas 5 gols, média de 0,8 por partida.

Pior defesa: Seleção da Itália, sofrendo 22 gols, média de 3,7 por partida. A Itália, que teve também o melhor ataque, joga com a filosofia de que a melhor defesa é o ataque.

Jogo com mais gols: França e Itália fizeram na primeira fase um jogo com 12 gols, quando a Itália venceu pelo placar de 8×4, jogo considerado por muitos (os dois técnicos) como a final antecipada do Mundialito. Detalhe que as duas equipes já estavam sem chances de disputar as finais ;-) Curiosamente a segunda maior quantidade de gols também aconteceu em jogo entre as duas equipes, pela decisão do 5º lugar, um empate em 5×5.

Maiores goleadas (diferenças de gols): Hungria 5×1 Inglaterra, Alemanha 5×1 França e Itália 8×4 França.

Foi um torneio muito equilibrado, com as três melhores colocadas, Holanda, Espanha e Hungria fazendo campanhas extremamente semelhantes. A quarta colocada, Alemanha, somou ainda a maior quantidade de pontos, tendo sido a única a realmente desequilibrar na primeira fase.

A exemplo da 1ª Copa dos Campeões Brasileiros, realizada em 2010, nenhum dos técnicos colocou suas duas equipes nas finais, o que facilitou bastante o andamento e a diversão. Intervenção dos Deuses do Futebol de Botão? Quem sabe?…

A diversão foi muita. Muito jogo de botão, muita conversa fiada, cerveja, petiscos e mais uma grande tarde entre bons amigos. Vamos ver se em 2012 aconteçam todos os torneios pretendidos. Que não passe em branco como 2011!

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Abaixo, mais fotos do evento…

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Copa dos Campeões Candangos – 2010

27 de outubro de 2010


A praça de jogos, no Ninho do Periquito

No último domingo, dia 24 de outubro de 2010, foi realizada a segunda edição da Copa dos Campeões Candangos com Vidrilhas, com a estreia do Ceilândia, que conquistou seu primeiro título brasiliense (futebol de campo) neste ano. Infelizmente as equipes do Rabello e do Guará desistiram da disputa na última hora, alegando dificuldades de contratar técnicos em tempo para o torneio. Das equipes remanescentes, apenas CFZ-DF (defendendo o título) e Taguatinga (vice em 2009) mantiveram seus técnicos, Sylvio e Bruno, respectivamente. Entre as outras equipes rolou a famosa dança das cadeiras. A configuração final ficou assim:

Brasília (BRA): Marcus
Brasiliense (BRS): Daniel
Ceilândia (CEI): André
CFZ-DF (CFZ): Sylvio
Gama (GAM): Carlos
Sobradinho (SOB): Júnior
Taguatinga (TAG): Bruno
Tiradentes (TIR): Colegiado Técnico

O técnico do Tiradentes, Maurício, não pode comparecer para resolver questões pessoais, forçando o Tiradentes a ser comandado por um colegiado técnico, que se revezou no comando do time a cada rodada.

Diferentemente da primeira edição, este torneio foi realizado no formato todos contra todos, já que teríamos apenas 8 equipes na disputa. Para a edição de 2011 está prevista a participação, também, os campeões candangos da era amadora, que dobrará o número de equipes e levará a uma nova reformulação do formato da disputa. Também foi resolvido, em reunião técnica, que as equipes deverão contratar goleiros mais eficientes, já que os atuais de caixinha de fósforos não estão sendo páreo para os cracaços que estão jogando nos ataques das tradicionais equipes candangas.


Em detalhe a concentração do Brasília e o Centro de Computação do evento (a maquininha azul)

A disputa foi emocionante, com três equipes se alternando na liderança e outras três chegando à penúltima rodada ainda com chances de título. Nas três primeiras rodadas, foram definidos os patos da vez. O CFZ, que defendia o título, se agarra com unhas e dentes à lanterna, após três derrotas onde tomou 7 gols e marcou apenas 1. O Brasília, com um ataque um pouco melhor, 8 gols, mas tomando na sacola 13 gols, mais de 4 por partida, assume a vice lanterna, também com 3 derrotas.

Nas cabeças, o Taguatinga, do técnico falastrão Bruno, larga na ponta, disposto a acabar com a fama de vice do técnico, mas já na terceira rodada sofre o primeiro baque, caindo para terceiro, invertendo as posições com o Brasiliense, que vinha subindo a cada rodada. Quietinho, como quem não queria nada, vinha o Gama, do técnico estreante Carlos, acompanhando de perto a briga pela liderança.

As outras três equipes, Ceilândia, Tiradentes e Sobradinho, vinham oscilando ali pelo meio, alternando, bons, maus e péssimos resultados.

A partir da quarta rodada, o Brasília, mordido com a intensa torcida contra, a quem culpava pelos péssimos resultados iniciais, começou uma escalada vertiginosa rumo ao topo. Nessas duas rodadas, quarta e quinta, o Gama assumiu a liderança, sempre com Taguatinga, Brasiliense e Ceilândia fungando no cangote.

Após a quinta rodada, a duas somente do final, tínhamos sete, das oito equipes, ainda com chances matemáticas de conquistar o título. Quatro delas, Gama (11 pontos), Brasiliense (10 pontos), Taguatinga (9 pontos) e Ceilândia (9 pontos), lutavam com a faca nos dentes, todas com grandes chances de título e dependendo praticamente só de si. Correndo por fora vinham Brasília, Sobradinho e Tiradentes, todas com 6 pontos, com chances matemáticas, mas dependendo de muitas combinações de resultados para terminar no topo. As duas rodadas seguintes seriam emocionantes.


Daniel, técnico do Brasiliense, secando o jogo entre Taguatinga e Ceilândia e aproveitando para estudar os adversários

Na sexta e penúltima rodada o CFZ, conquistando sua primeira vitória no torneio, tira do Tiradentes as últimas chances, com o placar de 4×3. O Ceilândia derruba o Gama da liderança, com grande vitória por 4×2, assume a vice-liderança e sente o gostinho de caneco chegando. O Brasília, conquistando sua terceira vitória consecutiva, acaba com as chances do Taguatinga, ao vencer seu confronto por 4×3. E o Brasiliense, que detona o Sobradinho por 4×1, assume novamente a liderança e passa a depender só de si para conquistar o título.

Na última rodada, todos secavam o Brasiliense, que jogaria contra o lanterna CFZ, que havia conseguido, até então, uma única vitória. E não é que o campeão de 2009 se encheu de brios e engrossou o jogo contra o líder?! Ao final, a derrota por 3×4 deixava o Jacaré com um amargo gosto de “morte na praia” em sua bocarra. O Tiradentes, em jogo de fundo, empurra o Sobradinho para a lanterna com vitória por 4×3.

Com a derrota do Brasiliense, a segunda parte da última rodada (só jogávamos em duas mesas) começou com a seguinte situação: jogariam Gama contra Taguatinga e Ceilândia contra Brasília; se o Gama vencesse e o Ceilândia não vencesse, o Gama se sagraria campeão; se o Ceilândia vencesse, seria o campeão; e se nem Gama, nem Ceilândia vencessem seus jogos, o Brasiliense seria o campeão.

Nem é preciso dizer que a secação foi geral. O técnico do Brasiliense, Daniel, secava as duas mesas, contra Carlos e André, técnicos de Gama e Ceilândia. O Carlos, secava o André na outra mesa e vice-versa. Só que, Taguatinga e Brasília, que não tinham mais nada com a disputa, mas queriam muito terminar o torneio com dignidade e, se possível, melar a festa de alguém, foram com tudo pra dentro das redes adversárias. Ao final da rodada, as vitórias por 6×2 do Taguatinga sobre o Gama e por 6×3 do Brasília sobre o Ceilândia, deram o título de presente ao Brasiliense.

Ao final, Brasiliense no topo. O Taguatinga, com a incrível média de 5 gols por partida, amargou novamente o vice. Parece até vascaíno, mas é rubro-negro. O Brasília, terminou em terceiro, empatado em pontos com o Taguatinga, mas com uma diferença brutal no saldo de gols (13 x 1). Ceilândia e Gama, que haviam sentido o gosto da taça na mão, terminaram em quarto e quinto, respectivamente. O Ceilândia ainda terminou com a mesma pontuação de Taguatinga e Brasília, mas com a goleada sofrida no final, acabou caindo pelo saldo de gols (-1). O Tiradentes, por ter sido comandado por um colegiado, sem grandes compromissos com a equipe, até saiu lucrando por terminar na sexta colocação. E no apagar das luzes, o CFZ-DF, ex-campeão, conseguiu num último suspiro largar a lanterna, que caiu feito uma batata quente nas mãos do técnico do Sobradinho, que alegava uma grave gripe como responsável pela fraca campanha.

Curiosidade: Daniel, o técnico campeão, veio para a primeira edição, em 2009, como o grande favorito, já que era o único que jogava com botões leves, panelinha, os mais próximos das vidrilhas, novidade na época. Todos os outros jogavam com botões oficiais de acrílico. Só que, dirigindo o Sobradinho, terminou aquela edição na última colocação. Agora veio com uma novidade para salvar a pátria, uma palheta ultra-sofisticada. Um goleiro daqueles antigos da Estrela ou Guliver, transformado em palheta :-)

OS MELHORES E OS PIORES


Gol do Taguatinga contra o Brasiliense


Gol do Ceilândia contra o Tiradentes

Melhor ataque: Taguatinga, com 35 gols.
Pior ataque: Sobradinho, com 14 gols.
Melhor defesa: Brasiliense, com 18 gols.
Pior defesa: Tiradentes, com 32 gols.
Melhor saldo: Taguatinga, com 13 gols.
Pior saldo: Sobradinho, com -11 gols.
Mais rodadas na liderança: Brasiliense, 3 rodadas.
Mais rodadas na lanterna: CFZ-DF, 6 rodadas.
Maior goleada: Taguatinga 8×4 Sobradinho.
Maior quantidade de gols: Taguatinga 8×4 Sobradinho.
Mais xôxo: CFZ-DF 0×1 Sobradinho.

Os comparativos completos »
Tabela completa do torneio »

E é isso aí! Pode ser que em dezembro seja realizado o primeiro Mundialito com vidrilhas. Se vai sair mesmo agora, só o tempo dirá…


Lance do jogo entre Ceilândia e Taguatinga


Em pé: Sylvio (CFZ), Daniel (Brasiliense), Júnior (Sobradinho) e Carlos (Gama)
Agachados: André (Ceilândia), Bruno (Taguatinga) e Marcus (Brasília).

Aí abaixo muitas imagens dos jogos…

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1ª Copa dos Campeões Brasileiros com Vidrilhas

2 de setembro de 2010

No último domingo, dia 29/8, foi realizada a 1ª Copa dos Campeões Brasileiros com Vidrilhas. O torneio contou com a presença de 16 dos clubes que já se sagraram campeões brasileiros. Infelizmente, momentos antes da competição, o Coritiba desistiu da participação, alegando que forças ocultas o impediam de contratar um técnico com capacidade técnica compatível com o evento.


Em pé: André, Sylvio, Marcus e Pedro.
Agachados: Hamilton, Bruno e Maurício

Compareceram ao torneio os técnicos André, Bruno, Hamilton, Marcus, Pedro, Sylvio e o Maurício, que acaba de voltar de uma temporada de 2 anos nos EUA e já está a todo vapor no botonismo Brasiliense. Os 7 técnicos, depois de um sério e meticuloso processo de contratação, foram distribuídos entre as equipes, ficando cada um responsável por dirigir duas delas. Além disso, Grêmio e Corinthians, sem conseguir contratar seus técnicos, ficaram sob a responsabilidade de um colegiado de técnicos, que se revesariam a cada rodada.


Técnicos disputam no “zerinho ou um” a chance de comandar o Corinthians na primeira rodada

O torneio foi realizado no formato de “copa”, mata-mata, com confrontos “eliminatórios” a cada rodada. Bem, eliminatórios, mas nem tanto. Os vencedores continuam disputando posições superiores, mas os perdedores também continuam disputando as posições inferiores, até o final. O importante é jogar ;-)

A primeira rodada foi animada e disputada, com algumas equipes de destacando, outras se iludindo ;-) O Bugre, depois de uma vitória por 2×0, já se considerava favorito ao título, Mengão e Inter já avisavam que reeditariam a final do BRASILEIRO (também conhecido por Copa União) de 1987, Sport, mordido por essa declaração e gritando que ELES eram os verdadeiros campeões brasileiros de 87, jurava vingança (e processo). O Cruzeiro criou uma grande expectativa de favoritismo, após um jogo sensacional com o Vasco, quando após estar vencendo por 3×1, viu o rival empatar e ainda teve fôlego para sacramentar a vitória por 4×3. Outro a se destacar foi o Atlético Paranaense, com uma vitória por 3×1 sobre o São Paulo. Alias, os são-paulinos sentiam a fúria dos Deuses do Futebol, que não admitem heresias e aparentemente castigavam o time, após a declaração infeliz do técnico tricolor paulista, que, ao conhecer o escrete que comandaria, perguntou: “quem é esse Zeti???”. Também passaram adiante, na luta pelo título, Santos, que venceu o Bahia por 1×0 e Grêmio, que venceu o Fluminense por 3×0.

Na segunda fase, o Mengão dos sonhos venceu o Guarani 4×2, com uma participação brilhante de Adílio; o Atlético Paranaense, mantendo regularidade e eficiência, despachou o Cruzeiro por 3×2; o Inter despachou o Santos por 2×1; e o Sport, mostrando grande determinação em cumprir sua promessa, detonou o Grêmio por 5×3, em um jogo sensacional.

Aí vieram as semifinais. Na disputa pelo título, Flamengo e Atlético Paranaense fizeram um jogo duríssimo, com o Atlético saindo na frente, chegando a estar vencendo por 2×1. Mas o Mengão, numa reação comandada por Leandro, com um golaço do meio da rua, fecha a fatura em 3×2. Delírio da massa rubro-negra. No outro jogo, Inter e Sport. O ímpeto do Leão da Ilha foi contido pelo centro-avante do Colorado, o camisa nove Dario, que marcou 3 dos 4 gols da vitória por 4×1. Estava sacramentado: a final seria uma reedição da final da Copa União de 87.


Inter e Mengo alinhados antes do início da partida final


Sport e Atlético PR alinhados antes do início da partida final

Na grande final, o Inter jogou muito, mas aí brilharam as estrelas de 2 craques que momentos antes haviam sido menosprezados pelo técnico colorado. Cantareli fechou o gol, foi o nome de jogo e Nunes, o Artilheiro das Decisões, sacramentou a vitória por 2×1 e o título para o Mais Querido, com um golaço no final da partida. É FESTA NA FAVELA :-)


Mengo campeão da 1ª Copa dos Campeões Brasileiros

Há de se destacar também, a campanha do Guarani, que depois de ser derrotado pelo Mengão, o que não é nenhuma vergonha, destroçou Cruzeiro e Santos, por 4×2 e 5×1, respectivamente, ficando com a 5ª colocação. Aliás, rola a suspeita de que nesse último jogo ele teria marcado 6 gols, mas um deles não tendo sido anotado em súmula, numa falha grosseira de… alguém.

Seguem algumas curiosidades e números sobre o torneio:


Careca, camisa 9 do Guarani, o artilheiro da Copa

Artilheiro: com 6 gols, Careca, 9 do Guarani, comandado pelo Bruno. Vale ressaltar que o Palhinha, que jogou com a camisa 10 tanto pelo Cruzeiro, quanto pelo Atlético MG, também marcou 6 gols, 3 por cada uma dessas equipes.

Melhor ataque: com 13 gols (ou 14), Guarani, comandado pelo Bruno.

Melhor defesa: com 3 gols sofridos, Palmeiras, comandado pelo André e Corinthians, comandado pelo comitê técnico formado por Sylvio, Maurício, Hamilton e André.

Jogo mais emocionante: Cruzeiro 4 x 3 Vasco, pela primeira fase. O Cruzeiro vencia por 3×1, o Vasco empatou e o Cruzeiro fez o gol da vitória no finalzinho. Jogão!

Jogos com mais gols (8): Sport 5 x 3 Grêmio, pela segunda fase e Bahia 4 x 4 Atlético MG, pelas semi-finais. Dois jogões!

Maior goleada: Guarani 5 x 1 Santos. Rola pelos bastidores a dúvida sobre o Guarani ter feito 6 gols, tendo ficado um sem anotação na súmula. Testemunhas confirmam o fato.

Mais gols em uma mesma partida: Dario, camisa 9 do Inter, com 3 gols na goleada por 4×1 sobre o Sport, na semi-final pela disputa do 5º lugar.

Melhor técnico: Hamilton, que levou o Atlético Paranaense ao 3º lugar e o Santos ao 6º, e Maurício, que levou o Inter ao 2º lugar e o Cruzeiro ao 7º

Melhor equipe: MENGÃO, fuderosão! Nenhuma surpresa :-)

Interessante que não houve a situação de algum técnico ter colocado seus dois times em confronto direto. Fruto, claro, dos métodos extremamente científicos para a definição da tabela.

Interessante também que os 3 maiores artilheiros do torneio foram os camisas 9 de seus clubes, os centro-avantes fazendo seu trabalho. Os outros, com 3 gols, todos atacantes também. Isso mostra que jogador de time de botão tem personalidade própria. O técnico ajuda, mas craque, quando é craque, é craque e pronto ;-)

Durante e após o torneio, os técnicos, satisfeitos, já traçavam planos para novos eventos envolvendo times com vidrilhas. Muitos outros torneios desses estão por vir.

Tabela completa do torneio »

Aí abaixo muitas imagens dos jogos…

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Nova Zelândia, a 4ª melhor do mundo do Bola Quadrada

1 de junho de 2010

Depois de 6 meses, desde a aprovação do projeto, os uniformes oficiais de cada uma das 32 seleções pesquisados e reproduzidos em escudos com a maior fidelidade possível nos detalhes, 320 escudos recortados a mão e colados em 320 vidrilhas, todos esses 320 botões pintados um a um, 32 bloquinhos de MDF cortados e lixados (ou quase),  32 escudos de goleiros colados e um bocado mais de trabalho, finalmente foi realizada a 1ª Copa do Mundo de Futebol de Botão do Bola Quadrada. Um torneio que idealizei em 2008, bastante inspirado na organização e filosofia da BFA, que eu tenho como modelo de diversão no futebol de mesa.

As seleções na cerimônia de abertura
Todas as seleções na cerimônia de abertura da Copa

Deu trabalho, muito trabalho, mas o prazer de conceber, organizar e ver o torneio tomando forma é muito recompensador, quase mais do que jogar, que é sempre o objetivo final de qualquer botonista. O problema é sempre a dificuldade de deixar suas crias seguirem adiante ;-) Quando coloquei os times todos prontos na mesa, para as fotos oficiais, tive um desejo quase incontrolável de dar um calote na organização do evento e ficar com todos para a minha coleção particular :-)

Desde que terminei de montar os escudinhos, escolhi a minha preferida. Com seu uniforme nº2, simples, todo negro, a Nova Zelândia foi, desde o início, o meu objetivo caso conseguisse ser sorteado antes que alguém a escolhesse. Pra meu prazer, fui homenageado pelo resto da turma e pude escolher primeiro a seleção com a qual jogaria. Não tive dúvidas e escolhi essa aí da foto.

Seleção da Nova Zelândia

Outros escudinhos me deram muito mais trabalho e orgulho de ter feito, como é o caso dos escudos da Itália, da Dinamarca e do México, dentre tantos outros, com os detalhes da estampa, da gola e outras firulas que as fornecedoras estão inventando para dificultar a cópia e o trabalho dos criadores de escudos para botão.

Uniforme da Itália

Por falar em escudinhos, prometo que em breve estarão todos disponíveis aqui, em imagens de alta resolução e PDF, para quem quiser baixar e usar. Só não me exijam urgência, porque agora estou descansando um pouco, curtindo a ressaca da Copa.

Bem, o torneio foi muito bacana! Eu, pelo menos, fiquei totalmente satisfeito, tanto com o evento, quanto com o desempenho da desacreditada Nova Zelândia, que acabou terminando na quarta colocação, quando seu técnico tinha quase certeza de que nem passaria da primeira fase ou, no máximo, das oitavas de final. O jogo final, entre Holanda e Grécia (é, Grécia), dos amigos Fernando Gomes e Bruno Machado, respectivamente, foi sensacional, para encerrar o torneio com chave de ouro. A disputa foi vencida pela Holanda por 6×4 e deu ao Carrossel Holandês seu primeiro título mundial de futebol. Pelo menos em terras candangas. Bom demais :-)

1ª Copa dos Campeões Candangos

26 de outubro de 2009

E o Ninho do Periquito, local onde nasceu o Bola Quadrada, reviveu seus dias de glória depois de quase 2 anos sem sediar uma partida de futebol de botão! Foi realizada no dia 25 de outubro de 2009, domingo, a 1ª Copa dos Campeões Candangos com Vidrilha!

Participaram do torneio as 9 equipes campeãs candangas de futebol profissional, mais o convidado CEUB, para completar 10 equipes. As 10 vagas para técnico foram preenchidas por convidados, tomando como critério para o convite a data mais antiga de estréia nos torneios do Ninho do Periquito.

A tabela foi montada com 2 grupos de 5, com as equipes distribuídas antes das contratações dos técnicos. Momentos antes do início do torneio, equipe por equipe foi anunciada. Se um único técnico tivesse interesse em dirigir a equipe, a contratação era feita. Caso mais de um técnico tivesse interesse, era iniciado um complexo processo de avaliação e o técnico era escolhido através de um sorteio.


Em pé: Marcus (Gama), Daniel (Sobradinho), Sylvio (CFZ-DF), Hamilton (Brasília), André (Brasiliense), Júnior (Guará)
Agachados: Pedro (CEUB), Iran (Tiradentes), Rafael (Rabello), Bruno (Taguatinga)

Um dos itens chave do regulamento do torneio era que TODOS os técnicos deveriam tomar pelo menos uma latinha de cerveja COMPLETA antes do início do torneio. No entanto, este importantíssimo ítem do regulamento não foi respeitado por todos. Como o diretor técnico já estava meio mais pra lá do que pra cá, acabou não fazendo cumprir o importantíssimo regulamento, o que causou alguns desequilíbrios óbvios nos confrontos. Era um tal de “eu sou menor de idade”, “eu tô tomando remédio”, “eu não bebo”, “eu não queeeeeeero”… tsc, tsc, tsc…

Bem, jogamos com dadinho e usamos uma regra baseada nas regras oficiais, mas com bastante relaxamento, pra deixar o jogo fluir mais.


O Ninho do Periquito volta a sediar um torneio de botão

Começados os confrontos, algumas superioridades já começaram a se desenhar, assim como alguns micos históricos. No grupo A o CFZ-DF começou trucidando seus primeiros dois adversários, metendo um 5×1 no Sobradinho e um 5×0 no CEUB. Depois relaxou e empatou em 1×1 com o Brasília e perdeu de 3×2 do Brasiliense. Esse mesmo Brasiliense começou sem grandes alardes, com duas vitórias sobre o Brasília (2×1) e sobre o Sobradinho (4×2), depois tropeçou contra o CEUB (1×2) e finalmente fechou a primeira fase com a vitória sobre o CFZ. No final, Brasiliense em primeiro e CFZ-DF em segundo, classificaram-se com louvor para as finais (principais). Os outros continuavam na luta por posições menos gloriosas, mas nem de longe menos importantes ;-)

Pelo grupo B, o Taguatinga começa arrasador, com duas sonoras vitórias sobre o Gama (6×2) e sobre o Guará (4×1), mas depois relaxou e empatou em 1×1 com o Rabello e em 3×3 com o Tiradentes. Já o Tiradentes, venceu os dois primeiros por 2×1 em cima do Guará e 4×1 em cima do Rabello, Empatou com o Taguatinga e cravou os 3 últimos pregos dos muitos já cravados no caixão do Gama. Ao final, Tiradentes em primeiro e Taguatinga em segundo classificados para as finais mais gloriosas.


A turma dos derrotados…

Enquanto isso, na Sala da Injustiça, os derrotados iam tentando se conformar, torcendo contra os times dos outros na transmissão do Brasileirão pela TV…

Muitos lances curiosos e divertidos aconteceram durante o torneio, como por exemplo a grande demonstração de perícia do técnico do Brasiliense, André, nesse movimento de extrema técnica, chamado de “dedinho reverso”, que pode ser visto na foto acima. Crianças, não tentem fazer em casa!

Num lance do jogo do Tiradentes contra o CFZ-DF, que terminaria em 3×2 para o CFZ, depois de um chutasso do Tiradentes, a bola foi rasteira em direção ao gol, bateu na trave e seguiu caprichosamente girando por sobre a linha de gol, mas se negando a entrar, vagarosamente, para desespero dos dois técnicos, cada um soprando de um lado. Finalmente, já do outro lado, quase tocando na outra trave, o dadinho perde força de giro e para zombeteiro a 2mm da linha de gol… para dentro. Explosão de euforia do Tiradentes e da torcida atônita :-)


CEUB e Rabello se enfrentam pelas semi-finais de 5º a 8º. Terminou 1×0 para o Rabello.

Nas semi-finais, Brasília e Rabello se classificaram em cima de Guará e CEUB, respectivamente, para a disputa do 5º lugar. Taguatinga e CFZ-DF se classificaram sobre o Brasiliense e o Tiradentes, respectivamente, para a disputa do sonhado e histórico título. Enquanto isso, os técnicos de Gama e Sobradinho, os últimos em seus grupos, assistiam invejosos aos jogos, pensando que… bem, acho que nenhum dos dois encontrou alguma solução para suas performances…

Nas finais, em um jogo emocionante, cheio de alternativas, o Gama conquistou um grande nono lugar, ao empatar com o Sobradinho em 2×2 no tempo regulamentar e vencer a prorrogação por 1×0, mesmo com TODA a torcida contra. O Guará conquistou a sétima colocação vencendo de forma convincente o CEUB por 4×1. O Brasília e o Rabello fizeram um jogo sensacional, cheio de grandes lances, que terminou empatado em 4×4 no tempo regulamentar e vencido pelo Rabello na prorrogação, por 1×0, resultado que lhe deu a quinta colocação. O Brasiliense destroçou uma das sensações do primeiro turno, o Tiradentes, numa vitória acaxapante por 5×1. Um arrombado, o técnico!


CFZ-DF e Taguatinga se enfrentam na grande final

Na grande final, CFZ-DF e Taguatinga fizeram um jogo tenso como qualquer grande final, com os técnicos se estudando, jogando com cautela. O CFZ abriu vantagem de 2×0 e então administrou o resultado para conquistar o primeiro título da Copa dos Campeões Cangandos e levar para casa o grande prêmio, um becão do Brasiliense Futebol Clube.


O técnico Bruno (à esquerda), do Taguatinga, 2º colocado, entrega o prêmio ao técnico Sylvio, do campeão CFZ-DF, o primeiro campeão da Copa dos Campeões Candangos

Depois de terminado o torneio, todos estavam felizes, sendo o resultado o menos importante. Foi uma tarde sensacional, divertidíssima, de muito futebol de botão, muita conversa fiada, muito besteirol. O sucesso das vidrilhas e do formato do torneio (inspirado nos da BFA) foi unânime. Novos encontros deverão acontecer, com certeza!

Tabela completa do torneio »

Aí abaixo muitas imagens dos jogos…

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Mais imagens...

Como andam as equipes da Toca dos Leões

20 de outubro de 2009

O Manto Sagrado, representado pela equipe do Senta a Púa, terminou o primeiro turno da Taça de Prata da Copa Brasília de 3 Toques na oitava colocação, com 1 vitória, 1 empate e 7 derrotas. Mas o time começa a jogar melhor, ter mais precisão nos passes e, com isso, criar mais situações de chute. O estranho é que quanto mais o time vem criando siturações de chute, pior vai ficando o aproveitamento nos chutes ao gol. Coisa de pereba, fazer o que?!?

Hoje começa o segundo turno. Vamos ver se a equipe rende melhor agora.

Por outro lado, na última quinta feira, dia 15 de outubro, levei o saudoso e glorioso time do Gama, o Periquito Verde, para matar as saudades do Dadinho no Bola Quadrada. Depois de algumas semanas sem jogar dadinho, com a mão calibrada (quá-quá-quá) para a bolinha de feltro e ainda com um time que há muito não era usado, era de se esperar um baixo rendimento neste torneio. Mas não é que o Periquito entrou em campo com fome de gols? Depois da clássica derrota na primeira rodada para o Botafogo de Fernando, a equipe seguiu atropelando adversário atrás de outro, inclusive o eterno carrasco Romar, e terminou a primeira fase em primeiro lugar, com média cravada de 2 gols por partida. Pra variar se lascou na fase final, perdendo os dois jogos e terminando em quarto, mas tudo bem. A noite foi divertida e já se fala nos bastidores na volta do Periquito para a disputa do Troféu Bola Murcha 2009 ;-)

Derrotas…

2 de outubro de 2009

É, a coisa está feia na Toca dos Leões! Na segunda rodada da Taça Brasília de 3 toques, realizada no dia 22 de setembro, foram mais 2 derrotas. No primeiro jogo, contra o Araçatuba do Marcelo Porto, o Senta a Púa saiu na frente, com um golaço de Alberto Torres, mas cedeu a virada no finalzinho do jogo, com uma bola dada de graça ao adversário no campo de defesa. No segundo jogo, uma derrota por 1×3 para o Palmeiras do Alcides. Um jogo que até jogou bem, mas pecou muito no segundo lance, errando passes fáceis, facilitando ainda mais a vida do adversário, claramente superior. De qualquer modo, foi um jogo que já mostrou uma evolução da equipe, que já conseguiu armar diversas jogadas.

A terceira rodada aconteceu no dia 29 de setembro. No primeiro jogo, a quinta derrota consecutiva, dessa vez para o Leão do Norte do Paulão. A equipe começou muito bem, conseguindo armar algumas boas jogadas no primeiro tempo, mas perdendo pelo menos 2 gols incríveis. Aí, você sabe, quem não faz, leva, o Leão do Norte marcou seu primeiro gol, numa falta boba e desnecessária do Senta a Púa, e não deixou mais o adversário jogar. O segundo gol veio em outra falta totalmente desnecessária e liquidou a partida em 0×2. Aí, no segundo jogo da noite, contra o Mandrake do Marco Antônio, uma partida mais aberta, num jogo movimentado, apesar dos diversos erros dos dois técnicos, a primeira vitória veio no final do jogo, com um gol de longe do número 6, Horácio Machado. Poderia ter sido mais, caso a equipe não errasse outros dois gols incríveis.

Uma noite atípica para o Manto Sagrado no quesito “chute ao gol”, quando normalmente tem um aproveitamento muito bom.

Mas o maior desastre veio no último Torneio Dadinho do BQ em 2009. Precisava apenas terminar à frente ou a menos de 4 pontos de distância do Paulinho, para se garantir na última vaga do G8, para a disputa do Troféu Bola Quadrada. Só que o torneio foi uma verdadeira lástima para o Flamengo 40 e o Brasil 82, que entraram em campo no último domingo, dia 27 de setembro. Depois de apenas 2 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, terminou na 9ª colocação. Não bastasse isso, Paulinho, seu adversário direto pela vaga, levou o título do torneio, conquistando a vaga e deixando o complexo da Toca dos Leões de fora da disputa de 2009. Um desempenho fraco já era esperado, devido ao afastamento das mesas do Bola durante a disputa da Taça Brasília de 3 toques, mas uma desclassificação sempre é sentida. Agora fica a dúvida se vale a pena a participação no Campeonato Brasileiro, que acontece em Curitiba, nos dias 24 e 25 de outubro. Será que vale a pena o gasto com a viagem, sem o tempo necessário para treinar?…

Começou a Taça Brasília de 3 toques

16 de setembro de 2009

Começou ontem à noite, na AABB-DF, a Taça Brasília 2009 na modalidade 3 toques. O torneio é disputado em 2 divisões, ouro e prata, sendo a ouro composta pelos 12 melhores classificados no ranking anual e a prata pelos 12 seguintes que estiverem interessados. O torneio é disputado por pontos corridos em 2 turnos e vai de 15 de setembro a 20 de outubro, com jogos todas as terças e em alguns sábados.

A equipe Senta a Púa, representando o Manto Sagrado (nome registrado na FBFM para as equipes da Toca dos Leões), disputou 2 partidas na noite de ontem e… perdeu, como de costume. No primeiro jogo, 0×2 contra o Fogão, de Washington, e no segundo um 2×3 contra o Napoli, de Roberto Pessoa.

A equipe sentiu muito a grama pesada das antigas mesas enceradas, pois foi preparada para atuar nas novas mesas “verdinhas”, com o mesmo gramado leve utilizado nas mesas do dadinho no BQ. Ou seja, agarrou demais e entregou várias jogadas de presente aos adversários. Bem, é claro que são desculpas quase esfarrapadas para a falta de intimidade do técnico com a precisão da modalidade 3 toques, mas são desculpas legítimas ;-)

Para as próximas rodadas, na próxima terça, a equipe será melhor preparada para deslizar melhor nas mesas antigas ou poderá até ser substituída por um time “genérico”, usinado de última hora, especificamente para a competição. Outra opção será a volta do Manto Sagrado, já meio cansado, mas que ainda tem algum gás pra queimar. Vamos ver…

4º lugar não sei como

12 de setembro de 2009

A campanha no último Torneio Dadinho até trouxe bons frutos com o 4º lugar conquistado, mas o técnico está consciente de que o resultado não espelha nem de longe o futebol apresentado pelas equipes do Brasil 82 e Flamengo 40. Na primeira fase do torneio, o Brasil 82, que começou representando o Zamorim F.B., teve a sorte de cair em um grupo (8 equipes) em que todos, apesar da capacidade técnica, estavam em dia “muito pouco inspirado”. Pra se ter uma idéia, o maior goleador do grupo (Marcelo) teve média de apenas 1,6 gols por partida, enquanto que no outro grupo, 4 das equipes ultrapassaram a média de 2 por partida. Depois da terceira rodada, tendo marcado apenas 1 gol, o Brasil 82 foi substituído pelo Flamengo 40, mas nada mudou. Apesar do 2º lugar no grupo, invicto, apenas 5 gols foram marcados em 7 jogos.


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Na segunda fase, mata-mata, o jogo mais importante do torneio. Flamengo 40 e Argentina (Paulinho) se encontram num jogo em que o vencedor garantiria a oitava colocação no G8. E este foi justamente o único jogo em todo o torneio bem jogado pelos representantes da Toca dos Leões. Depois de começar perdendo por 1×0, Zizinho, Pirillo e companhia viraram e venceram a partida por 2×1. Depois, só sapecada contra. Perdemos a semi-final por 0×2 para a Fiorentina do Giusepe e por sonoros 0×5 para o time C do Fernando, o combinado de botões nunca vistos antes, que nem nome tinham. Tsc, tsc.

Bem, de qualquer modo, o 4º lugar foi muito bem vindo, principalmente numa tarde de bola tão quadrada, e garantiu um pequenino descanso no G8. No próximo e último Torneio Dadinho do ano, o objetivo será terminar à frente da Argentina de Paulinho, que vem a apenas 4 pontos e está jogando muito. Se os dois se encontrarem novamente nas quartas de final, o espetáculo será sangrento. É esperar pra ver ;-)

O primeiro teste de fogo

26 de agosto de 2009

E a Seleção Brasileira de 82 fez sua estréia em torneios no Torneio do Terraço, realizado no último final de semana. Depois de uma ótima primeira fase, sucumbiu já no primeiro jogo eliminatório, na segunda fase, terminando a competição na 10ª colocação. Mas tudo bem, desta vez o técnico assume a culpa pela derrota. Coisa rara. Não tem como responsabilizar um timaço desse. Definitivamente eu não me dou bem em fases mata-mata. Prefiro disparado um torneio por pontos corridos. Não que eu vença sempre, mas consigo melhores resultados e, obviamente, jogo até o final ;-)


Seleção Brasileira de 1982 em campo no Terraço

Mas esse foi apenas o primeiro teste. O time está realmente muito bom, muito preciso. Basta apurar a mão para que os resultados comecem a melhorar… ou não…

Quanto ao torneio foi muito bacana, muito alto astral. Como de costume, muitos novos conhecidos também apaixonados pelo futebol de botão e mais adeptos para o Bola Quadrada, que nesta semana deverá ter casa cheia.

Por falar nisso, no próximo domingo, dia 30 de agosto, teremos Torneio Dadinho do Bola. É aberto, mas vale pontuação para o ranking anual. A Seleção Canarinho está prometendo show de bola, para se manter no G8 e ainda, se possível, melhorar sua classificação. Vamos ver se a palheta colabora.


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