Gramado Sintético

28 de março de 2011

Depois de um longo, longo tempo sem atualizações este blog volta à ativa.

Há alguns meses eu recebi uma mensagem do Tadeu, falando de uma experiência que ele tinha feito, construindo uma mesa revestida com vinil adesivo (foto, outra foto). Depois de algumas trocas de e-mails, fiquei empolgado para experimentar, porque a mesa dele ficou muito bacana. Demorou, mas saiu.

Usei uma mesa antiga minha, pequena (1,2m), que foi a primeira mesa que construí usando a técnica que descrevo no tutorial. Estava meio tosca, o aglomerado não era muito bom, a marcação das linhas ficou ruim, então seria uma boa oportunidade para dar um upgrade no campinho ;-)

A cobertura com o vinil fica bastante lisa e não achei tão boa quanto o bom e velho aglomerado para jogar com botões de acrílico, principalmente com os lisos em baixo (sem cava). Alguns botões deslizam demais, ficando difícil de controlar. Mas para jogar com vidrilhas ficou sensacional.

Segue uma rápida descrição do processo para a construção:

1. A preparação do material é idêntica à do tutorial da mesa oficial, exceto com relação à tinta, que não será utilizada aqui.

2. Prepare um arquivo com a imagem do campo, do jeito que você quiser, já dimensionado no tamanho final no qual você quer a impressão. É interessante deixar uma margem sobrando para fora da madeira (1cm de cada lado), para fazer o acabamento. Eu não fiz isso e senti falta.

3. Leve a uma gráfica rápida (que tenha o serviço) e peça para imprimir em vinil adesivo. Aqui em Brasília, levei ao Super Digital, no 2º piso do Conjunto Nacional.

4. Compre também uma folha de vinil adesivo transparente jateado. Essa folha será colada em cima da impressão, tanto para protegê-la contra arranhões e desgaste pelo uso, quanto para deixar a superfície um pouco mais áspera (daí o “jateado”). Comprei em uma gráfica rápida no CIA e não me lembro de jeito nenhum do nome. Vai ser preciso fazer uma pesquisa.

5. Escolha a chapa que usará como base para o campo – que agora não precisa ser nem madeira, já que a superfície será a do vinil – e corte nas dimensões finais.

6. Cole o vinil com a impressão sobre a superfície, com cuidado para não deixar bolhas. Não me perguntem como, porque apanhei um bocado e não tenho uma técnica adequada para explicar isso. Se ficar com alguma bolha, elas podem ser eliminadas fazendo um pequeno furo com agulha no centro e pressionando com os dedos.

7. Depois de colada a impressão, aplique por cima o vinil adesivo transparente. Depois de eliminar as bolhas, algumas marcas ainda sobrarão, mas elas desaparecem com o tempo, acredite.

8. Recorte o excesso de adesivo das bordas, principalmente nos cantos arredondados do campo (se for o caso), deixando certa de 1cm, pelo menos, sobrando.

9. Dobre essas bordas sobre a lateral da chapa de madeira (ou outro material).

10. Prossiga com a colocação das laterais, como explicado no tutorial da mesa oficial.

11. Divirta-se com seu novo campo de gramado sintético ;-)

A maior dificuldade que tive foi na aplicação do vinil, mas isso se resolve com a prática, ou até pagando um profissional para a aplicação, principalmente no caso de mesas grandes, como as oficiais.

Alguns arquivos que podem ajudar:

Os arquivos estão no formado CDR, do Corel Draw 12. Ambos têm duas páginas, uma com as bordas de sobra para acabamento e outra no tamanho final do campo. No arquivo do campo oficial de futebol de mesa, existem as linhas de defesa de dadinho e de 12 toques, para você escolher qual vai querer.

O resultado final é muito bacana e o grande barato é que as possibilidades de criação do visual final da mesa são enormes. Outra grande vantagem é acabar com a dependência da madeira. Por outro lado, não é uma superfície adequada para a prática do jogo oficial. Talvez sirva bem para a modalidade 1 toque (liso). Mas para um bom jogo informal em casa é sensacional. Na “inauguração” disputamos um torneio com vidrilhas e pastilha como bola. Foi show! Totalmente aprovada!

Traves

19 de julho de 2009

Os modelos de traves que fiz. Todas com pino de fixação no campo, que deve ser furado para o encaixe delas, claro. Todas também sem nenhuma haste de metal perpendicular à entrada da bola no interior, o que evita que ela volte com força, causando dúvidas sobre a validade do gol.

Atendendo a pedidos, aí estão os arquivos com gabarito para as travinhas da modalidade dadinho, nos formatos CDR (Corel) e PDF.

Uso da seguinte maneira:
1. Corto, para cada trave, uma barra de arame endurecido (ver comentários) no tamanho da haste marcada como “Trave”.
2. Corto, para cada trave, duas barras de arame endurecido no tamanho da haste marcada como “Lateral”.
3. Em todas as hastes, marco com caneta marcadora os pontos sinalizados no gabarito.
4. Depois dobro nos pontos marcados formando um ângulo 90º.
5. Uso o desenho da trave que está no topo, para ajustar as dobras da trave.
6. Não tenho aí o desenho das laterais, mas basta ajustá-las também em ângulos de 90º.
7. Soldo as laterais na parte de trás da trave.
8. Pinto de branco com esmalte sintético.
9. Colo as redes com Super Bonder.

Em breve, sem previsão de data, mais detalhes em um passo a passo ilustrado.

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Uniformes para goleiros de caixa de fósforo

15 de julho de 2009

Não sei se é heresia, mas resolvi criar novos uniformes para os velhos goleiros de caixas de fósforos. Antigamente, depois de encher as caixinhas com chumbo, eu as enrolava com fita isolante, esparadrapo e durex colorido. Agora, aproveitando as novas tecnologias, resolvi criar as decorações no Corel Draw e depois literalmente vestir os goleiros ;-)

Seguem as dicas:

1. A partir de um modelo, crie a decoração para o seu goleiro.

2. Imprima em papel adesivo. Com a utilização de um papel mais espesso, o resultado fica melhor. Imprimo em papel adesivo brilhante e antes de recortar ainda revisto com contact, para protejer o uniforme do tempo.

3. Recorte os uniformes.

4. Encha uma caixinha de fósforos com chumbinho. Comprei um saco de bolinhas em uma loja de artigos para caça e pesca. Sugestão: depois de encher a caixinha, cole as bordas com durex, pra evitar que ela abra e o chumbinho derrame enquanto estiver vestindo os uniformes. Sim, meu sofá ficou cheio de chumbinho ;-P

5. Forre o goleiro e bons jogos.

Obs.: O modelo que estou disponibilizando está dimensionado para o Fiat Lux Beija Flor, aquele menor, com caixinha de madeira. Nada impede que cada um o ajuste para o tamanho da caixa que for utilizar.

Depois me contem os resultados.

Alguns exemplos prontos:
Flamengo 1
Flamengo 2
Fluminense
Alemanha
Todos esses em CDR

Modelo em CDR
Modelo em EPS

Montando times de vidrilha

30 de junho de 2009


Brasiliense, Gama, Legião e Flamengo RJ – Clique para ampliar

Finalmente estou montando meus primeiros times de lente. Nunca tinha jogado com esse tipo de botão antes, mas depois de ver times lindíssimos e a incrível coleção do Léo, da BFA, me animei a experimentar, nem que seja apenas para coleção. Primeiro comprei 3 times prontos com o Vitor e agora me aventurei a produzir meus primeiros times.

Nessa primeira leva, fiz um Gama, com o mesmo escudo do Periquito que usava para dadinho; um Brasiliense, com um escudo que tinha feito para um amigo, mas que acabou não sendo produzido em acrílico; um Legião, com uma escudo que iria utilizar em um time meu em acrílico; e um Manto Sagrado, com o mesmo escudo do meu atual time para dadinho. Ainda tenho lentes para mais um, que provavelmente será o CEUB feito pelo Marcos VP

Segue um rápido tutorial para a montagem dos times:

1. Compre lentes novas para botões. As minhas comprei com o Sérgio, no Mercado Livre. Dizem que as do Parruda (11 – 3915-4981) também são muito boas.

2. Crie os escudos em um editor gráfico. Se não tiver este dom, ou não tiver tempo, pode usar um dos escudos do Marcos VP, por exemplo, ou de outros tantos artistas talentosos que estão disponibilizando seu trabalho de graça na internet. No próprio site do Marcos, tem uma lista bem completa de outros sites de escudos. Outros artistas, como o Vitor, estão vendendo os escudos já impressos e recortados, prontos para a aplicação nos botões.

3. Configure o tamanho da página no editor, para um dos tamanhos das fotos do seu cinefoto preferido e exporte para um JPEG em 300dpi. Leve ao cinefoto e pessa para imprimirem a “foto” em papel brilhante e com o parâmetro “no resize”, importantíssimo para não mudarem o tamanho ou distorcerem os escudos.

4. Cole o lado impresso dos escudos sobre a fita dupla-face acrílica da Adelbrás. – Use a de 48mm de largura, que é mais larga que o escudo, não necessitando de emendas. O código dela na Adelbrás é 0639000022. – Na hora de colar os escudos, sugiro cortar cada um separadamente em quadrados e depois colar um por um, com cuidado para não formar bolhas. Depois recorte os escudos por cima da fica, que é bem transparente, mesmo antes de tirar o papel protetor.

3. (método aposentado, mas ainda usável) Imprima invertido (espelhado) em papel adesivo transparente, para que possa ser colado atrás da lente. Estou usando hoje o KelPex, que acho que adere melhor no plástico, mas você pode experimentar qualquer transparência adesiva para impressoras a jato de tinta.

4. (método aposentado, mas ainda usável) Cole papel adesivo branco por cima do transparente, para servir de fundo, e depois recorte os escudos.

5. Cole o conjunto adesivo por trás da lente. Sugestão, descole apenas uma ponta do papel protetor do adesivo e dobre; centralize o escudo no botão; prenda (cole) a parte que está sem o papel de proteção; depois retire o resto de papel de proteção e cole o resto do escudo.

6. Depois de colar o escudo na vidrilha, a colagem não fica perfeita, sendo vistas “estrias” por todo o escudo. Com a unha mesmo, esfregue o escudo, do centro para fora, cobrindo toda a extensão, até que todas as marcas tenham sumido.

7. Pinte a parte de trás do botão com tinta acrílica fosca na cor que deseja que fique o resto do botão que não está coberto pelo adesivo. É importante a tinta ser fosca, para que um botão não grude no outro depois de seca.

8. Para a pintura, primeiro dilua a tinta acrílica em água. O ponto corredo da diluição é meio subjetivo e cada um vai achar o seu preferido depois de algumas tentativas. Eu misturo com o cabo de um pincel, até que a tinta goteje da ponta sem dificuldade, mas também não escorra muito fácil.

9. Agora despeje uma quantidade de tinta sobre a parte de baixo do botão e vá girando o botão até que a tinta cubra tota a área dos escudo e da borda. Dica: primeiro cubra todo o escudo e só depois passe para a borda. Se deixar o escudo para depois, como a tinta escorre com mais dificultade sobre o papel, você terá maio dificuldade para cobrir o escudo.

10. Eu estou usando uma seringa para despejar a tinta, o que facilitou um bocado o trabalho e a dosagem da tinta. Dica: 0,8ml ficaram ideais para a diluição que eu fiz, conforme explicado acima.

11. Depois de coberto todo o botão com a tinta, você vai ter a impressão de que ela ficou em excesso, mas depois que secar, o que vai demorar um pouco mais que o normal, ela retrai e o botão fica com uma cobertura impecável, parecendo pintado industrialmente.

12. Caso se formem bolhas na tinta, fure uma a um com uma agulha ou um palito de dente. Dica: com a ponta limpa do palito, as bolhas estouram mais facilmente.

Obs.: Não me dou muito bem com tinta, então estou pensando em experimentar também os escudos do tamanho da lente, sem a pintura. O Pedro Luiz, da comunidade Futebol de Botão tem alguns exemplos de botões assim. Gostei ;-)

Obs. 2: A turma da comunidade Futebol de Botão, sujere a impressão dos escudos a laser e a colagem com cola branca, levemente diluida. Os botões do Léo, por exemplo, são feitos assim, mas como também não me dou bem com cola (as primeiras experiências geraram mais sugeira do que resultados), resolvi usar a técnica do adesivo transparente, que já utilizo com sucesso nos goleiros.

Gabarito para corte de escudos

28 de novembro de 2008


Clique para ampliar

Segue a dica para um gabarito para corte de escudos para os botões. Primeiro é preciso mandar fazer facas de corte redondas, nos tamanhos desejados para os escudos. Verifique contatos de fabricantes em gráficas.

Depois peça em uma loja de acrílicos uma peça retangular em acrílico cristal com 2mm de espessura e mande fazer furos com diâmetros iguais ao diâmetro externo das facas de corte. No meu caso, fiz facas de 4cm, 3,5cm e 3cm. Essa peça retangular deverá ser montada sobre uma peça de madeira, com um espaçador nas pontas para manter a chapa de acrílico afastada da chapa de madeira, de modo a permitir a inserção da folha com os escudos.

Para cortar, posicione o escudo, tendo como guia o furo na chapa de acrílico, pressione a guia sobre a folha de modo que ela não saia do lugar e posicione a faca de corte no furo.

Depois de posicionada a faca, uso uma chapa de ferro colocada sobre ela para dar a pancada com o martelo. A pancada deve ser seca e bem centralizada para resultar num corte preciso. No início a gente apanha um pouco, mas com a prática os cortes vão ficando cada vez melhores.

Quem não tem politriz, caça com torno

15 de novembro de 2008

Essa politriz foi uma idéia do meu pai para o polimento dos botões e funcionou perfeitamente para isso. O polimento fica fácil, rápido e o acabamento impecável.

Consiste de um torno para argila (aquela mesinha redonda que fica girando para fazer vasos) forrado com flanela. A exigência é que a mesa esteja perfeitamente plana e lisa. A flanela é cortada em discos e presa bem esticada à mesa com fita dupla face. Depois de pronta a politriz, basta molhar a flanela com um pouco de cera Brasso (um pouco a cada botão), colocar o torno pra girar e segurar o botão sobre a mesa. Uma sugestão é ir girando o botão pela mesa no sentido contrário à rotação, pra garantir que toda a superfície seja polida por igual.

A politriz fica melhor com algumas camadas de flanela, porque o polimento fica mais macio. A cada sessão de uso, prendo um disco de flanela nova sobre o anterior. Quando junta muitos, retiro os primeiros.

Não faço idéia de como é o trabalho com uma politriz “de verdade”, mas por enquanto essa vem quebrando um galhão ;-)

Alternativa: No site do Bola Quadrada publiquei um texto com o processo anterior que eu usava, sem o torno.

Um dos melhores escudos do mundo

26 de setembro de 2008

A fama e o reconhecimento do Zamorim F.B. transcendem as fronteiras das mesas de Brasília e conquistam o mundo. O escudo do glorioso Zamorim F.B. acaba de ser considerado como uma das Melhores Marcas do Mundo! Está lá, no Best Brands of The World: Zamorim F.B.

O próximo passo será o craque Galo ser eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo. Mas isso, só após a temporada de 2009 no Bola, claro.

Brincadeiras à parte, o Best Brands of The World é uma ótima fonte para buscar escudos, atuais e antigos, de clubes de futebol. Outras fontes de informações e imagens muito bacanas que encontrei por aí são essas:

Mantos Sagrados
Blog muito, mas muito bacana, do Milton, que apresenta uniformes de equipes de futebol, acompanhados de curiosidades sobre a equipe e o próprio uniforme. Vale muito a pena a visita!

Esqudinhos
Outro blog muito bacana, do Marcos, que nos presenteia com cartelas de escudos para imprimir. Cada cartela pode vir com escudos representando os uniformes usados por um time em determinada temporada ou de dois times diferentes em determinado confronto. Do mesmo modo como no Mantos Sagrados, todas as cartelas (de excelente qualidade) vêm acompanhadas de curiosidades sobre o time, o uniforme, ou o confronto das duas equipes. Show!

Vector Football Logos
Aquivos vetoriais de escudos de times de futebol. Não é tão completo quanto o extinto High Quality Football Logos, mas quebra um bom galho!

E mais sobre uniformes: Kit Design, World Kits e Vestiário Brasil

Divirtam-se!

Usinagem de botões

9 de agosto de 2008

Aí vão algumas imagens do processo de usinagem de botões e algumas dicas compiladas das dúvidas que foram postadas aqui nos comentários.

- Quais as especificações dos tornos que uso?

O primeiro era um Micro Lathe II da Tag Tools. É um torno bem pequeno, leve e prático. Na configuração que eu usava, não tinha precisão na definição do ângulo da bainha, apesar de existir um acessório para isso. Para produção de muitos times não é muito eficiente, mas para fazer times para uso pessoal é uma excelente opção.

O novo torno é um MR-301 da Manrod. Um mini torno muito bom, pelo menos para um leigo como eu. Já veio com marcadores digitais da posição dos carros, o que facilita muito a calibragem do torno para cada tipo de botão. Acho os carros e o castelo super-dimensionados para o tamanho do torno, o que dificulta um pouco a configuração para a usinagem de botões com 60mm de diâmetro, mas depois que peguei o jeito ficou tranqüilo.

Existe para ele uma larga gama de acessórios, que podem ser encontrados no site da Micro Mark. Não achei nada tão completo no Brasil. Todos esses acessórios servem no Manrod. Me explicaram que as peças desses tornos são fabricadas por uma empresa chinesa (se não me engano). Aí diversos “integradores” montam seus tornos e vendem com nomes diversos.

- Outras opções de máquinas?

Sei de um cara que usa um motor de liquidificador. Não me perguntem como.

O José Augusto usa uma furadeira e uma micro retífica. Publicou um site onde explica o processo e fotos em seu perfil do Orkut.

Com criatividade, o céu é o limite ;-)

- Qual o acrílico usado e qual o fornecedor?

Não sei as especificações ou diferenças entre os acrílicos. O ideal é você ir a um fornecedor de acrílico na sua cidade e escolher as peças. No Rio de Janeiro e em São Paulo isso é fácil. Já aqui em Brasília a gente até consegue, mas as opções são muito poucas. Então a opção é pedir fora.

No início eu pedia na Acrílicos Santa Clara, de Santa Catarina. A vantagem de lá é que eles mandam já cortado em discos, no tamanho que você quiser. Sai um pouco mais caro, mas poupa um bocado de trabalho. Na época, cada disco saía em torno de R$2,50, baixando conforme o tamanho da encomenda. O problema lá é que eu nem sempre conseguia as cores ou espessuras que eu queria.

Agora peço na Sinteglas. Eles têm uma grande variedade de padrões de texturas e podem fazer na cor que você especificar. Só que só vendem as chapas inteiras, a menor com 90×60cm. Tenho aqui dois arquivos interessantes, um com amostras dos padrões de acrílico que eles produzem e outro com especificações técnicas das chapas. O maior problema deles é que a comunicação é difííííícil! A minha primeira encomenda levou, sem exagero, mais de 3 meses para se concretizar.

- Qual a resina utilizada para embutir os escudos e como fazer o tingimento para os anéis?

Uso a resina de poliéster Crislight, da Siquiplás. Para tingir, uso a Siq Pasta, também da Siquiplás. Sobre o uso correto, no site eles têm kits para iniciantes, que vêm com todo o material necessário e ainda um tutorial sobre o uso.

Também já usei grafite em pó e purpurina dourada, prateada e cobre para tingir. Mais aqui.

Me indicaram a resina epoxi, que dizem ser melhor que a de poliéster, mas ainda não experimentei. Também pode ser encontrada na Siquiplás.

- Como se faz o desbaste da bolacha para que o botão fique na espessura desejada?

A peça fica presa na placa e venho com uma ferramenta específica passando paralela à superfície. Do mesmo jeito que se faz uma cava, só que de fora pra dentro.

- Como são feitos os anéis de acabamento do escudo?

Depois de resinado o escudo, faço uma passada no torno para deixar a resina plana. Então faço uma “canaleta” na borda do escudo, no torno, usando um bedame. Aí tinjo a resina com a cor desejada e preencho a canaleta. Novamente é feito o “corte”, pra deixar tudo plano e finalmente o acabamento normal com lixa d’água e polimento.

- Tem um tutorial para a operação do torno?

Infelizmente, não. Aprendi tudo na marra, com algumas dicas de meu pai, que já fez curso de torneiro, e de uma amigo, que tinha uma ferramenta ria. Mas não deve ser difícil de encontrar na internet. Também não pretendo publicar um, porque não tenho conhecimento técnico para explicar.

- Tem um tutorial sobre a usinagem de botões?

Ainda não. Pretendo publicar um em breve, mas esse “em breve” pode significar 1 ano ou mais ;-) Tudo depende do tempo disponível e da inspiração :-)

Por enquanto, é nisso que posso ajudar…

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Construindo uma mesa

29 de julho de 2008

Material necessário

  • 1 garrafa de 2 litros (refrigerante, por exemplo);
  • 1 bisnaga de corante Xadrez;
  • cola branca para madeira;
  • 1 caneta de tinta permanente preta;
  • 1 rolo para pintura de espuma;
  • 1 cuba para pintura;
  • 1 rolo de fita crepe para pintura;
  • 1 chapa de madeira aglomerada de 15mm nas dimensões finais do campo;
  • 1 folha grande de EVA de 1mm;
  • 1 fita adesiva dupla face;
  • 1 cantoneira de alumínio de 1,5 x 3cm;
  • 40 parafusos de 1cm (para aglomerado);

Obs. 1: A cor do corante Xadrez é ao gosto do freguês. Normalmente usamos o verde, por razões óbvias, mas já fiz uma mesa vermelha, que agradou e já vi uma azul muito bonita!

Obs. 2: Uso caneta preta para a marcação, porque dá maior destaque com qualquer cor de tinta. Já procurei uma caneta branca, mas não encontrei nenhuma que prestasse. Me indicaram a Compactor Maxx Metalic, mas nunca testei.

Obs. 3: A fita crepe deve ser fita para pintura, que não gruda muito. Caso contrário você poderá retirar a tinta, ou até mesmo uma lasca do aglomerado ao retirá-la. Você acha nas lojas de tintas.

Obs. 4: A madeira ideal para as regras 3 toques, 12 toques, dadinho e pastilha é o aglomerado. Aqui em Brasília, uma chapa nova, com 1,83m x 2,70m custa em torno de R$85,00. Uma boa opção é comprar a “capa de aglomerado”. As capas são chapas que vem envolvendo as pilhas de chapas de MDF. Normalmente estão sujas de um lado e limpas do outro. É preciso escolher, na madeireira. Aqui em Brasília uma chapa sai por R$30,00. Como o aglomerado está ficando escasso no mercado, muita gente está usando o MDF. O inconveniente é que o MDF é bem mais caro e bem mais pesado que o aglomerado. Além disso, já testei esse processo de pintura com MDF e não ficou bom. Não sei se pelo processo em si ou se pelo fato de a chapa que usei já estar usada e, conseqüentemente, com gordura acumulada pelas diversas partidas de futebol de mesa já realizadas ;-)

Obs. 5: Faço as bordas do campo com cantoneira de alumínio, porque foi a maneira que encontrei. Podem ser feitas também com madeira com com a “fita” de alumínio, como usadas nas mesas oficiais. A cantoneira é a que dá mais trabalho, mas utilizei porque não tenho espaço ideal para manter a chapa perfeitamente nivelada para prender a fita de alumínio.

Preparando a tinta

Na garrafa de 2 litros, jogue 2 dedos de cola branca, depois despeje o conteúdo de uma bisnaga de corante Xadrez na cor desejada para o campo e complete com água. Misture bem!

Preparando a tábua

Corte a chapa de aglomerado nas dimensões finais do campo. As medidas padrão encontradas por aí são 183 x 122cm para as oficiais, 150 x 100cm para as médias e 120 x 80cm para as pequenas.

Para arredondar os cantos, use um disco com 16cm de diâmetro aproximadamente e trace os quartos de circunferência nas quintas da chapa. Faço um corte aproximado com serra tico-tico e depois faço o acabamento final com uma lixadeira de mão.

Limpe a superfície da tábua com um pano levemente umedecido. NUNCA lixe a tábua, nem antes, nem depois da pintura.

Pintando a mesa

Primeiramente trace todas as marcações do campo com um lápis. Isso é feito antes para evitar sujar ou arranhar a pintura depois de feita, além de permitir correções em caso de erro. Depois da pintura, as marcas ainda serão perfeitamente visíveis para se fazer o traçado definitivo. Fiz um gabarito em acrílico para mim, para fazer as marcações das áreas e dos círculos, mas também é possível marcar tudo com régua e esquadro. Os círculos você pode traçar com compasso que aceite adaptar a caneta ou arranjando um prato no diâmetro desejado. As medidas oficiais podem ser encontradas nas regras oficiais das diversas modalidades. Sugiro uma olhada na página de regras do site Futebol de Mesa News.

As medidas utilizadas para as modalidades 12 toques (paulista), dadinho e pastilha (são as mesmas) são as seguintes:

Largura da mesa 124cm
Comprimento da mesa 184cm
Grande área 30 x 60cm
Pequena área 11 x 30cm
Círculo central 16cm (raio)
Meia lua 16cm (raio com centro na marca penal)
Quarto de círculo de escanteio 3cm (raio)
Marca penal 20,5cm (distância ao gol)
Pista lateral 8cm
Pista de fundo 10cm

Depois de feitas as marcações, apague com borracha qualquer marca auxiliar que tenha sido feita para auxiliar no traçado.




Agora vamos à pintura. Despeje um pouco da tinta preparada na cuba para pintura e molhe o rolo. Esprema bem para tirar todo o excesso de tinta. Agora passe o rolo sobre a superfície da madeira. Minha sugestão é que passe o rolo sempre na mesma direção em que serão feitas as faixas do campo, se for o caso. Isso, porque é muito difícil que a pintura fique uniforme. Principalmente no início, é comum ficarem listras com cores em tonalidades diferentes. As faixas do campo ajudam a disfarçar as manchas. A pintura também pode ser feita com pistola, o que daria um acabamento mais perfeito, mas nunca tentei.

Aplique 2 demãos de tinta no campo inteiro. Depois de secar bem (é rápido, dependendo da umidade do ar), delimite com fita crepe as faixas que deverão ficar mais escuras e passe mais 2 demãos sobre elas. Isso é o suficiente para as faixas, não sendo necessária a preparação de tonalidades diferentes de tinta.

Não exagere na quantidade de tinta. Quanto menos demãos, melhor ficará o deslize da mesa.

Se quiser fazer as pistas externas ao campo (laterais e fundos) de cor diferente, antes de pintar, delimite estas áreas com fita crepe, e pinte primeiro essas pistas. Duas demãos são suficientes. Depois delimite ao contrário, o campo de jogo e proceda com a pintura como descrita acima. Eu, particularmente, gosto muito do visual com as pistas laterais em outra cor.

Depois que a tinta seca, a superfície fica áspera, como deve ser o campo para as modalidades 12 toques, dadinho e pastilha. Apesar do que podemos intuir no início, os botões deslizam muito bem assim. A mesa não deve ser lixada nem antes nem depois de pintada. O único tratamento a ser feito depois é limpar com jornal ou papel toalha secos. NADA DE CERA.

Agora proceda à marcação definitiva da mesa, com a caneta de tinta permanente, usando como guias as marcações feitas anteriormente a lápis.

Fixando a lateral


A parte mais chata da construção é a fixação das bordas de alumínio. Primeiramente é preciso preparar as cantoneiras. Calcule o comprimento necessário para uma tira que vá de trás de um gol até o outro. Você vai precisar de dois pedaços com esse tamanho. Depois é preciso marcar os trechos que ficarão curvos, nos cantos da mesa. Nesses trechos, você precisará serrar fora a parte que fica para baixo, de modo a sobrar somente a lateral. É isso que permitirá fazer sem mais esforço a curvatura da cantoneira. Em seguida deve-se fazer os furos para os parafusos, na parte da cantoneira com 1,5cm. A de 3cm será a lateral. Sugiro uma distância de 15cm entre cada furo.

Segue a tabela que utilizo:

Campo Comprimento Corte 1 Corte 2 Parafusos
183 x 122cm 298cm 52 a 66cm 232 a 246cm 40
150 x 100cm 243cm 41 a 55cm 188 a 202cm 30
120 x 80cm 193cm 31 a 45cm 148 a 162cm 22



Depois de fixada a lateral, forro por dentro com EVA, colado com fita dupla face. Aliás, a fita dupla face é pau pra toda obra ;-) Primeiro, cole uma tira de fita dupla face (quanto mais larga, menos trabalho) na folha de EVA. Depois, com uma régua de aço e um estilete bem afiado, corte tiras com aproximadamente 1cm de largura. Agora basta tirar a proteção da fita e colar as tiras na parte interna da lateral do campo. Ao colar, mantenha sempre a tira bem encostada na superfície do campo, porque se ficar afastada, o botão baterá no alumínio por baixo e sua proteção não terá serventia.

Limpeza e manutenção

Pronto, sua novíssima e profissional mesa está pronta para os clássicos. Antes de cada jogo, passe uma folha de papel toalha, jornal ou perfex, sempre secos e limpos. Nunca use cera, talco ou lixas no seu campo. Ele é bom assim, áspero. No início ainda soltará um pouco de pó da tinta, mas depois de alguns jogos estará no ponto.

Para quardar a mesa, o ideal é que seja encostada em uma parede plana, deitada sobre seu lado mais comprido, com toda a lateral encostada igualmente sobre a parede, para evitar enpenos. Sempre deixa a parte pintada virada para fora, para não forçar a lateral do campo. É aconselhável comprar uma capa de napa para protegê-lo da poeira.

Mais imagens do processo »

ATUALIZAÇÃO: Foram recebidas as primeiras fotos de uma mesa construída a partir deste tutorial.

Praticando chutes ao gol

7 de julho de 2008

O chute ao gol é o principal fundamento do futebol de mesa, seja na modalidade que for. Se lhe disserem o contrário, não acredite. Por mais que o passe ou a armação da jogada sejam muito importantes, como no caso da 3 toques e do disco, se o chute ao gol não é eficiente, não tem jeito. Se a modalidade praticada resulta em poucas oportunidades de chute ao gol, quando ela acontece é preciso aproveitar. Se a modalidade resulta em fartas chances de chute, é preciso ser mais eficiente que o adversário nos chutes, para não ficar atrás no placar. Não tem pra onde fugir.

Tendo em vista isso, como ainda me considero um “novato” na modalidade Dadinho, já que jogo nas regras oficiais há pouco mais de 1 ano e apenas há 1 mês passei a ter condições de jogar semanalmente, utilizei os treinamentos de chutes ao gol como meu principal treinamento (muitas vezes o único) como preparação para os torneios do Bola. E o resultado foi excelente. Apesar de ainda não ser um grande goleador, a diferença que eu senti ao adotar este treinamento foi enorme e resultou em uma 2ª colocação no 2º Torneio Dadinho de 2008, derrotando ninguém menos que o (então) bicho-papão Bruno Romar na semi-final. Tudo bem que depois tomei 5 na final, mas aí já estava sob os efeitos das comemorações ;-)

Bem, no CT da Toca dos Leões, a base do Manto Sagrado e das equipes que compõe o grupo, utilizo 2 barreiras para treinamento de chutes por cobertura. Optei por treinar apenas chutes por cobertura, porque se você for firme neste fundamento, poderá chutar com eficiência de qualquer ângulo e com qualquer posicionamento de goleiro.

A primeira barreira, tem a altura do goleiro oficial, no caso 35mm, e cobre toda a extensão do gol. É utilizada para treinar a cobertura sem a preocupação com o direcionamento da bola (dadinho). A idéia é que calibrando a pressão certa da palheta para que a bola entre por cima, a direção passa a ser uma questão secundária, de certa forma.

A segunda barreira, tem apenas 2 retângulos abertos nos 2 cantos superiores, equivalentes aos espaços deixados pelo goleiro nas laterais e acima, caso esteja colocado no centro do gol. Serve para um treinamento mais avançado, que exige tanto a cobertura quanto a “colocada”. Se você tem eficiência no chute com essa barreira, meu amigo, não haverá goleiro que o pare, pelo menos se ele estiver nas dimensões regulamentares ;-)

O treinamento consiste em escolher um local do campo para o chute e um posicionamento do jogador em relação à bola. Depois realizar algumas centenas de chutes, sempre da mesma posição. Normalmente coloco 30 dadinhos na mesa e repito os chutes até que todos eles estejam dentro do gol. Então, mudo de posição. É interessante realizar pelo menos 2 seqüências de chutes a cada seção de treinos. Uma da posição “ideal” da qual você vai tentar chutar durante os jogos e outra de posições e ângulos que você sente dificuldades.

Insista neste tipo de treinamento e vai sentir rapidamente o efeito no seu aproveitamento de chutes durante os jogos.


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