Preço “justo”, “abusivo”, ou simplesmente “o preço”?

14 de setembro de 2010

Quando falamos em comprar times de futebol de botão, é comum a gente ouvir coisas do tipo: “o preço do cara é abusivo”, “onde encontro botões a preços justos?” ou “o cara cobra R$20,00 em um botão, mas eu só gasto R$3,00 com material.

Eu acho muito complicado julgar o preço do trabalho dos outros. É preciso entender que um artesão de futebol de botão (e de qualquer outra coisa) não está cobrando pelo acrílico que ele gasta no time. Ele está cobrando pelo trabalho na confecção, pelo tempo que passou aprimorando as técnicas que utiliza e por um bocado de outras “coisinhas”, inclusive, certamente, pelo material utilizado, que pode ser fácil de encontrar ou mais raro. E é justo, muito justo!

Cada um sabe o custo do trabalho. Ninguém é obrigado a pagar, mas provavelmente o preço é justo. Certa vez, quando fui ao Rio para um torneio de dadinho, vi um cara vendendo uns goleiros fantásticos, chumbados e muito trabalhados com detalhes finíssimos em acrílico. Os preços variavam de R$100,00 a R$400,00, por UM goleiro. Acho caro para o meu bolso, EU não poderia pagar, mas fiquei babando nos goleiros e nunca ousaria criticar o cara pelo preço que ele cobra, porque imagino o trabalho que ele teve para criar cada uma daquelas peças. E ele vende, porque tem gente que tem condições financeiras para tal e acha que a qualidade do trabalho vale o preço.

E não estou com esse blá, blá, blá para benefício próprio, já que não vendo mais times, mas por que realmente me incomoda ver alguém criticando o preço cobrado por um artesão, sem pensar no que realmente tem por trás daquele preço. Mais ainda quando criticam a pessoa, como se ela fosse mercenária ou egoísta por não querer dar seu trabalho de graça.

11 comentários para “Preço “justo”, “abusivo”, ou simplesmente “o preço”?”

  1. Petronio disse:

    Olá Zamorim, eu li esse comentário e achei muito pertinente. Eu parto do princípio de que, trabalho artesanal ou qualquer outro artístico, não é só mão de obra e material utilizado, existe também a paixão e o dom de quem o faz. Já pensou se formos comprar um Picasso ou um Tarsila do Amaral e fosse cobrado soh o material que os artistas tivessem utilizado.
    Valeu Zamorim, “bolinha pra frente”, como diria Marcos VP.
    Abraço.

  2. Carlos André Costa disse:

    Grande Zamorim,Faço de suas palavras meu dilema pois o verdadeiro artista tem que valorizar sua arte. daí quem pode e quer pagar,paga. e quem não pode que não desmereça o trabalho alheio. pois não é todo mundo que esta disposto a desembolsar R$ 5.000,00 para aquisição de um torno e passar o dia á respira pó de acrilico,catalisador e resina.
    falar é facil vai fazer. aqui no nordeste tem um ditado que é o seguinte:”quer moleza vai no baláio”

    Saudações potiguar .

    Carlos André.

  3. Augusto disse:

    “- A arte deve ser valorizada em sua essência.”
    Amigos, realmente é difícil avaliar um botão ou um time completo. Creio que o mercado regule isto naturalmente. Cada artesão se valoriza de acordo com sua projeção no meio, neste caso, efetivamente pelos resultados obtidos pelos botões fabricados, então soma-se ao custo de produção o valor da “grife” que se origina o botão.
    Por oportuno, cito o site VITRINE do paranaense Jeferson, que relata que na modalidade bolinha 12 toques, os botões estilo Vitrine, vendidos por ele dos fabricantes Lima e Pexe, os quais Jeferson adiciona suas incríveis artes, vem crescendo na preferência dos botonistas. Jeferson aponta para uma verdadeira revolução na modalidade, imagino que isso em um curto espaço de tempo valorize ainda mais seus botões, que além de eficientes primam pela beleza.
    Cabe ressaltar que não comercializo minha produção, me qualifico como uma espécie de pesquisador, buscando formas alternativas de confecção vide meu blog http://WWW.fazendomeusbotoes.blogspot.com.br... Tenho um projeto em andamento de times produzidos em MDF, cujo custo do material é baixíssimo, agrego artes em photoshop impressas em transparência. Ainda não tive a oportunidade de testa-los “ A VERA” mas creio que funcionem bem para dadinho e pastilha. Imaginem um time desses ganhando de um de R$ 500,00….. No fim o que busco é a competitividade dos botões.
    Creio que em toda internet apenas eu e você, Zamorim, tivemos a coragem de montar tutoriais de como é feita a confecção de um botão, no meu caso mais artesanal ainda já que não uso torno mecânico. Zamorim foi além, abrindo os segredos de mesas, traves, vidrilhas…
    Enfim, após tudo relatado neste post, acredito que o fator que demanda o mercado é a vaidade do botonista, ela sem dúvida é que faz o mercado girar….
    Abraços,
    Zé Augusto.

  4. José Elson disse:

    Pura verdade Marcão, não é simplismente discos decorados, é um time, são 11 em campo, e da mesma forma um técnico fora, tem que valorizar o trabalho artesanal sim.
    Parabéns pelo relato amigo!!!

  5. Zamorim disse:

    Caro Augusto

    Não acho que seja uma questão vaidade, mas o prazer que cada botonista tem por jogar com esse ou aquele estilo de botão. Tem quem goste de botões perolados super-brilhantes, tem quem goste de botões decorados com grandes artes de camisas clássicas de clubes (meu caso).

    E claro que o que ganha jogo não é o custo do botão, mas a mão do técnico. No BQ tínhamos um companheiro que jogava com com times de plástico, de R$1,90 e dava coro em muitos times pesados de acrílico. Só que com o tempo e a evolução dos adversários, seus times foram perdendo a competitividade.

    De qualquer modo, uma das coisas bacanas do futebol de botão é a possibilidade de “coexistência pacífica” de times caríssimos e outros baratos em um mesmo torneio ;-)

  6. Vitor disse:

    PREZADO MARCUS!
    Sempre ponderado, equilibrado e perfeito em sua abordagem. Igualmente oportunos os acréscimos dos demais comentaristas. Tenho enfrentado esse tipo de “problema” quase que diariamente. À propósito, diz a lenda que um certo cidadão fez fortuna rapidamente e, para valorizar sua ascenção social, foi aconselhado a adquirir uma belíssima obra de arte atribuída a um pintor famoso. Para tanto gastou uma verdadeira fortuna, mas valia a pena, pois a obra ficava exposta no saguão principal de seu escritório, em espaço ricamente adornado para que tivesse o destaque merecido. Todos os visitantes eram por ele pessoalmente recepcionados e a cada um fazia questão de enaltecer a obra e a verdadeira fortuna que havia custado. Tudo ia bem para o seu ego até o dia em que, em sua primeira viagem ao exterior inesperadamente deparou-se com um exemplar idêntico em um certo Museu. Intrigado, queixou-se ao diretor do Museo por não informar aos visitantes que se tratava de uma cópia do original que ele possuia e estava exposto em sua empresa. O diretor do Museu pigarreou e gentilmente convidou-o a acompanhá-lo até o seu escritório, onde lhe apresentou um laudo pericial comprabatório da autenticidade da obra exposta no naquele Museu. “Lamento, meu senhor, mas muito provavelmente a sua tela só pode ser uma reprodução do original que acaba de ver em nossa exposição”. Quanto passou a valer, então, aquele quadro antes tido como original?… O mesmo ocorreu com um renomado jurista, contratado por dois clientes para elaborar um parecer que seria juntado a um apelo dramático perante um Tribunal Superior de Justiça. No momento da entrega do trabalho um dos clientes protestou pelo preço cobrado. O jurista sem perder a calma discretamente rasgou um pedacinho final da última página, retirando a sua assinatura, e em seguida entregou o parecer ao cliente, dizendo: “Em nome de nossa amizade, pode ficar com este trabalho. Não precisam pagar nada por ele agora”. Pois é!… Meu irmão é cantor (e dos bons, por sinal), mas confesso que até minha mãe preferia ouvir o Roberto Carlos aqui em casa!!!
    EXCELENTE 2011 PARA VOCÊ E TODA A SUA FAMÍLIA (NO MAIS AMPLO SENTIDO)
    Grande abraço, saúde e paz!

  7. Alexandre disse:

    Em poucas palavras: tu é o cara!

    Aliás, descobri teu blog há pouco tempo e estou fascinado…e dando meu pitaco no papo, acredito que o preço de um trabalho artesanal não se discute. O autor quantifica o preço e quem puder e valorizar que pague…o resto é chororô, meus amigos…senão opte pelos ótimos puxadores usados a R$ 1,00 que tem por aí…

  8. Zamorim disse:

    Valeu, Alexandre :-)
    É por aí, mesmo…

  9. AMARO disse:

    OLA ZAMORIM,
    TENHO 64 ANOS, E JOGUEI MUITO BOTÃO NA MINHA VIDA, TENHO UM TIME COM PELO MENOS 45 ANOS, VARIOS DELES(BOTÕES) EU MESMO FIZ, E SEI QUE O PREÇO NÃO TEM VALOR DO MATERIAL. ESTROU FAZENDO HOJE UM TIME DE BOTÃO DE COCO (CASCA DO COCO) PARA UM FILHO DE 12 ANOS, QUE NUNCA JOGOU E AGORA DESPERTOU PARA ESTA DELICIAM DE BRINCADEIRA.VI UM JOGO DE ESCUDOS QUE VC FEZ DO FLAMENGO LINDO POR SINAL, E VI A SELEÇÃOQ UE VC FEZ, TAMBEM MARAVILHOSA, APESAR DE ALGUMAS ESCOLHAS QUE DISCORDO, MAS APLAUUDO, POIS GOSTO E INDIVIDUAL. MEU FILHO PERGUNTA PORQUE NÇAO TENHO ZICO EM MEU TIME DE BOTÃO, APESAR DE EU SER FÃ DO MEMSO, DIGOA ELE QUE NA MINHA INFANCIA, QUEM FAZIA GOL ERA DIA, HENRIQUE, E MEU GOLEIRO E MARCIAL E MEU BECÃO E REYES.
    AMIGO, COLO9QUE MEMSO UM PREÇO QUE VC ACHA JUSTO, PARABENS….SE PÚDER FAZER UNS ESCUDOSM ESPECIAIS PARA EU COLOCAR EM MEU TIME, AGRADECEREI DE CORAÇÃO, FAÇA SEU PREÇO QUE PAGAREI, SE PUDER, ENVIO A LISTA DE JOGADORES, GRATO, AMARO

  10. elias disse:

    boa tarde!
    como faz botoes?

  11. marcodes disse:

    Não sei como comprar os botões zamorim já tentei entra em contato e nada

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