Hungria de 54 e Holanda de 74

1 de maio de 2012

Puts, mais de 3 meses sem nenhuma publicação! Um recorde desde que o blog foi inaugurado. Voltando à ativa, vou publicar dois conjuntos de escudos que já havia prometido para algumas pessoas logo após a realização do 1º Mundialito com Vidrilhas.

Duas seleções que, sentimento unânime, “deveriam” ter vencido as Copas de 54 e 74, Hungria e Holanda, respectivamente. Duas seleções que marcaram época e que, junto ao Brasil de 82, são daquelas consideradas fantásticas, as melhores de suas copas, mas que ficaram sem a taça, simplesmente porque os Deuses do Futebol assim desejaram, sabe-se lá porque.

Essas duas foram convidadas mais que especiais a se juntarem às oito seleções dos países que já foram campeões mundiais e que disputaram o 1º Mundialito de Futebol com Vidrilhas, em janeiro de 2012.


Arquivo para impressão


Arquivo para impressão (uniforme 2)

A Hungria, de futebol fortíssimo na primeira metade do século 20, acabou ficando sem a taça em sua história e hoje não existe nenhuma perspectiva de que possa brigar por ela novamente.

Para ela fiz os dois uniformes utilizados, porque são ambos muito bacanas. Os botões ficaram lindões!

A escalação, com os jogadores que mais atuaram na copa: 1 – Gyula Grosics, 2 – Jeno Buzanszky, 3 – Gyula Lorant, 4 – Mihaly Lantos, 5 – Jozsef Boszik, 6 – Jozsef Zakarias, 7 – Jozsef Toth, 8 – Sandor Kocsis, 9 – Nandor Hidegkuti, 10 – Ferenc Puskas, 11 – Zoltan Czibor; e os reservas 16 – Laszlo Budai, 20 – Mihaly Toth.


Arquivo para impressão

A Holanda, sempre favorita na teoria, desde o Carrossel Holandês, ficou no quase por 3 vezes. Em 74 tinha um seleção que encantou o mundo e surpreendentemente perdeu a final para a Alemanha de Gerd Muller. Em 78, ainda com uma equipe muito forte, perdeu a final para a Argentina, lá na Argentina, em uma final com diversos lances duvidosos, em uma Copa com diversas situações duvidosas, onde “forças ocultas” parecem ter atuado eficientemente para garantir a vitória aos donos da casa. E em 2010, com uma equipe forte, mas que na minha opinião era mais forte mesmo na pancada, perdeu a final para a Espanha, outra que já estava na fila há tempos.

A escalação, com os jogadores que mais atuaram na Copa: 8 – Jan Jongbloed, 2 – Arie Haan, 12 – Ruud Krol, 17 – Wim Rijsbergen, 20 – Wim Suurbier, 3 – Win Van Hanegem, 6 – Wim Jansen, 13 – Johan Neeskens, 14 – Johan Cruyff, 15 – Rob Rensenbrink, 16 – Johnny Rep; e os reservas 7 – Theo De Jong, 10 – Rene Van De Kerkhof.

1º Mundialito com Vidrilhas

23 de janeiro de 2012

No último sábado, dia 21 de janeiro, foi realizado o 1º Mundialito de Futebol de Botão com Vidrilhas. O torneio foi prestigiado pelas seleções de todos os países que já foram campeões mundiais e ainda teve a participação de duas seleções que encantaram em determinada copa, mas não levaram o caneco. Trata-se das seleções da Hungria de 1954 e da Holanda de 1974. As outras competidoras foram a seleção do Huruguai de 1930, da Italia de 1934, da Inglaterra de 1966, do Brasil de 1970, da Alemanha de 1974, da Argentina de 1986, da França de 1998 e da Espanha de 2010.


Da esquerda para a direita: Hamilton, Marcus, André, Maurício e Daniel

Cinco técnicos foram convidados a dirigir as dez seleções, ficando cada um deles responsável por duas delas. André, Daniel, Hamilton, Maurício e Marcus.

As equipes foram divididas em 2 grupos de 5, onde se enfrentaram por pontos corridos. Ao final da primeira fase, as duas melhores de cada grupo disputariam as semifinais para a decisão de 1º a 4º lugares. A terceira e a quarta de cada grupo disputariam as semifinais para a decisão de 5º a 8º lugares. E as lanternas de cada grupo, voltariam para casa mais cedo.

O grupo A foi formado por Brasil (Hamilton), Argentina (Daniel), Hungria (Marcus), Holanda (Maurício) e Inglaterra (André). A disputa foi muito equilibrada e quando teve início a última rodada, quatro seleções ainda tinham chances de classificação. Logo na primeira rodada, um dos maiores clássicos do futebol mundial, Brasil x Argentina, foi também o único jogo a acabar em 0×0 em todo o torneio. Bem típico de Brasil x Argentina. O outro jogo de abertura, foi um Hungria x Holanda, duas seleções que, segundo alguns, não deveriam ter caído no mesmo grupo, para que tivessem mais chance de ambas se classificaram para tentar a tão falada “justiça história”. Foi um jogo parelho, que terminou com a vitória por 3×2 do Carrossel Holandês.


Duas grandes equipes que fizeram história e são até hoje lembradas, mesmo não tendo vencido a Copa do Mundo. Holanda de 74 e Hungria de 54. Jogo terminado 3×2 para a Holanda.

Em um grupo com 3 campeões mundias e 2 que deveriam ter sido não se pode falar em decepção ou surpresa, mas a Inglaterra deixou aquele gostinho de que poderia ter dado mais, ao terminar a fase com apenas 1 ponto, conquistado no empate por 1×1 no jogo contra o Brasil. Enquanto na Holanda, Cruyff comandava a festa, servindo Krol, Rijsbergen e De Jong para balançarem incessantemente as redes adversárias, garantindo antecipadamente a classificação, a Hungria ia tentando se encontrar em campo e chegava à penúltima rodada secando com todas as forças Argentina e Brasil para que não vencessem e ainda necessitando de uma vitória na última rodada, conta a Inglaterra. A secação deu certo, já que os dois jogos terminaram empatados em 1×1. Os húngaros entraram então focados no último jogo e carimbaram o passaporte dos ingleses com um impiedoso 5×1, com show de Sandor Cocsis, que marcou nada menos que 4 gols na partida, garantindo o primeiro lugar no grupo.

Ao final, Hungria e Holanda se classificaram em primeiro e segundo e mostraram para os críticos que o temor de colocar as duas no mesmo grupo era infundado. Ambas continuavam no caminho para tentar a tão sonhada “justiça história” ;-) Argentina e Brasil passaram à disputa até o 5º lugar e Inglaterra voltou pra casa com a lanterna.

O grupo B foi formado por Espanha (Hamilton), Alemanha (Daniel), Itália (Marcus), Uruguai (Maurício) e França (André). Já na primeira partida, a Alemanha mostrou que não estava ali para brincadeira e detonou a Espanha, atual campeã mundial de futebol de campo, por 3×1. O Uruguai, também com pinta de vencedor, passou por cima da Itália (4×2), com show de Hector Castro (2 gols). Só que no jogo seguinte, o mesmo Uruguai foi atropelado pela França (3×0) e não conseguiu marcar mais um gol sequer, terminando a fase na lanterna do grupo B. Também a França parou depois da estréia avassaladora. Seria ainda trucidada por 5×1 pela irresistível Alemanha e sofrido uma derrota ainda pior para a então mosca morta do grupo, como se verá mais adiante.

A Alemanha foi perfeita durante toda a primeira fase, terminando com 100% de aproveitamento e média de 3,3 gols por partida. Sobrou e garantiu a classificação com antecedência. A Espanha também, embalada com os golaços de Xabi, Puyol e Iniesta, se recuperou depois da derrota inicial, sobrou sobre os demais adversários e acabou se classificando com certa tranquilidade em segundo lugar no grupo. Restou então a emoção na disputa contra a lanterna. Na última rodada, os italianos, depois de três derrotas, já haviam marcado o vôo de volta e entraram derrotados em campo para enfrentar a França. Mas eis que surge um gigante, Giuseppe Meaza, que sozinho já seria suficiente para destroçar os atordoados franceses, marcando nada menos do que cinco gols, na vitória por 8×4. Após a partida, o técnico da França teria sido ouvido lamentando o fato de que logo quando fizeram quatro gols, tomaram oito. A Itália acabou se classificando para a disputa até o 5º lugar em terceiro no grupo, com a França em 4º. A lanterna ficou com o Uruguai, que já contava com a vaga certa e a lanterna nas mãos dos Italianos.

Nas semifinais pela disputa até o 5º lugar, a França passou fácil pela Argentina, vencendo por 2×0. Brasil e Itália, fizeram um jogo emocionante, com o Brasil fazendo uma de suas melhores partidas na competição, mas a Itália mostrou que os 8×4 não haviam sido mero acaso e venceu a partida por 5×3. França e Itália se encontrariam novamente, na disputa pela quinta colocação. Argentina e Brasil “lutariam” pelo sétimo lugar.

Nas semifinais da elite, Hungria e Espanha fizeram um jogo muito equilibrado, com shows de Puskas e Puyol, e que acabou empatado em 3×3. A decisão da vaga para a final foi para os pênaltis. Nessa situação a Hungria lembrou muito uma certa Seleção Brasileira em decisão de pênaltis e, mostrando uma incrível incompetência, não conseguiu converter um pênalti sequer e foi facilmente batida pela Espanha por 2×0 nos pênaltis. No outro jogo, a Holanda passeou sobre a até então imbatível Alemanha, que depois de distribuir gols a torto e a direito na primeira fase, não conseguiu se desenrolar do Carrossel Holandês e acabou derrotada por 3×0, com show de Cruyff, que marcou dois dos gols dos Holandeses. A final reeditaria a final da Copa do Mundo de Futebol de 2010, com Holanda e Espanha lutando pelo título.

Na disputa pelo 7º lugar, a Argentina levou a melhor sobre o Brasil, vencendo por 2×1, se é que se pode chamar uma colocação final dessas de “levar a melhor”. Mas vocês sabem como é essa rivalidade e os jornais em toda a Argentina enalteceram o grande feito de ter imputado aos brasileiros aquele horroroso 8º lugar. Dizem até que seus jogadores foram recebidos com festa no aeroporto.

Na disputa pelo 5º lugar, França e Itália se encontraram novamente, mas dessa vez a França entrou decidida em ir à forra ou, pelo menos, não ser trucidada novamente. O que se viu foi um jogo digno de final, que com novo show de Meaza (4 gols) e de Petit, o artilheiro francês, terminou empatado em 5×5. A decisão foi para os pênaltis e a Itália conquistou a 5ª colocação no sufoco, vencendo por 4×3 a decisão por pênaltis.


Itália, do técnico Marcus (esquerda), e França, do técnico André (direita) prontas para a decisão do 5º lugar. Jogo terminado em 5×5 e decido nos pênaltis com vitória da Itália por 4×3

Na disputa pelo 3º lugar, entre Hungria e Alemanha, o que se viu foi um jogo duro, duro mesmo de se ver, um jogo triste, com as duas seleções abatidas pela perda da vaga na grande final, ambas depois de se classificaram em primeiro em seus grupos. Mais duro ainda para a Alemanha, depois da campanha brilhante da primeira fase. O fato é que o jogo se arrastou no 0×0 até o final, quando o lateral húngaro Buzanszky meteu um balaço de longe, mais no desespero para fugir de outra decisão de pênaltis, do que propriamente para conquistar a terceira colocação. A bola balançou as redes da Alemanha ao mesmo tempo em que sou o apito final. Fim de papo.

Na grande final, um grande jogo, digno das campanhas de Holanda e Espanha. A Espanha saiu na frente e abriu vantagem de 2×0, quase garantindo uma vitória tranquila, mas os Holandeses reagiram e empataram o jogo no final, levando a decisão para os pênaltis. Depois de diversas cobranças e muita catimba entre técnicos, goleiros e artilheiros, a Holanda se sagrou campeã do Mundialito, assim como fez na primeira Copa do Mundo do Bola Quadrada, invertendo dessa vez a classificação final da Copa do Mundo de futebol de campo de 2010.


Holanda, do técnico Maurício (esquerda), e Espanha, do técnico Hamilton (direita) prontas para a finalíssima. Jogo terminado em 2×2 e decidido nos pênaltis com vitória da Holanda por 3×2

Agora algumas curiosidades sobre o torneio.

Artilheiros: Giuseppe Meaza, nº 10 da Itália, com 10 gols em 6 jogos disputados. Os vice-artilheiros foram Raimundo Orsi, nº 9 também da Itália, Sandor Kocsis, nº 8 da Hungria, e Petit, nº 17 da França, todos com 5 gols.

Melhor ataque: Seleção da Itália, com 24 gols, média de 4 por partida.

Melhor defesa: Seleção da Argentina, sofrendo apenas 5 gols, média de 0,8 por partida.

Pior defesa: Seleção da Itália, sofrendo 22 gols, média de 3,7 por partida. A Itália, que teve também o melhor ataque, joga com a filosofia de que a melhor defesa é o ataque.

Jogo com mais gols: França e Itália fizeram na primeira fase um jogo com 12 gols, quando a Itália venceu pelo placar de 8×4, jogo considerado por muitos (os dois técnicos) como a final antecipada do Mundialito. Detalhe que as duas equipes já estavam sem chances de disputar as finais ;-) Curiosamente a segunda maior quantidade de gols também aconteceu em jogo entre as duas equipes, pela decisão do 5º lugar, um empate em 5×5.

Maiores goleadas (diferenças de gols): Hungria 5×1 Inglaterra, Alemanha 5×1 França e Itália 8×4 França.

Foi um torneio muito equilibrado, com as três melhores colocadas, Holanda, Espanha e Hungria fazendo campanhas extremamente semelhantes. A quarta colocada, Alemanha, somou ainda a maior quantidade de pontos, tendo sido a única a realmente desequilibrar na primeira fase.

A exemplo da 1ª Copa dos Campeões Brasileiros, realizada em 2010, nenhum dos técnicos colocou suas duas equipes nas finais, o que facilitou bastante o andamento e a diversão. Intervenção dos Deuses do Futebol de Botão? Quem sabe?…

A diversão foi muita. Muito jogo de botão, muita conversa fiada, cerveja, petiscos e mais uma grande tarde entre bons amigos. Vamos ver se em 2012 aconteçam todos os torneios pretendidos. Que não passe em branco como 2011!

Tabela completa »

Abaixo, mais fotos do evento…

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CSKA e Colo-Colo

19 de janeiro de 2012

Aí estão dois novos times de vidrilhas que fiz com escudos do Tarcízio, publicados no Arte em 3 Toques. Vou estreá-los hoje à noite no Bola Quadrada :-)

CSKA de Moscou

Colo-Colo de Santiago

Craques da Pelota

19 de novembro de 2011

Aqui vai uma baita seleção de jogadores brasileiros. Sim, faltaram muitos e pode ser que um dia ela ainda cresça mais, mas por enquanto esses serão os convocados.

O projeto surgiu depois que eu li uma reportagem sobre o canhoteiro, ponta esquerda do São Paulo na década de 50. Dizem que era o Garrincha da ponta esquerda. Parece que não chegou a atuar efetivamente pela Seleção Brasileira porque tinha pânico de avião. Bem, resolvi então fazer uma seleção de craques que não tinham tido o reconhecimento histórico merecido e de cara fiz um Barbosa para o gol. Goleiro que ficou marcado pelos gols sofridos na final da Copa de 1950, mas que também dizem que era um cracasso, um dos melhores goleiros que o Brasil já teve.

Você já deve ter percebido que o time não seguiu muito essa linha, mas é que aí eu também quis convocar os craques mais reconhecidos ;-) Outra questão foi a dificuldade para encontrar gente para todas as posições. Enfim, talvez ainda venha a contratar outros, como Djalma Santos, quem sabe…

Três dos convocados ainda não apareceram na concentração, porque simplesmente não consegui encontrar imagens deles com as características que preciso, que são os caras de corpo inteiro, com a bola, vestindo a camisa da seleção. Os sumidos são Carlos Alberto (por incrível que pareça), Vavá e Bellini. Se alguém tiver boas imagens de algum deles, seguindo as características assim, por favor, me avisa.

O time está pronto em vidrilhas e ficou lindão! Pode ser que ainda saia em acrílico para jogar dadinho. O tempo dirá…

Copa dos Campeões Candangos – 2010

27 de outubro de 2010


A praça de jogos, no Ninho do Periquito

No último domingo, dia 24 de outubro de 2010, foi realizada a segunda edição da Copa dos Campeões Candangos com Vidrilhas, com a estreia do Ceilândia, que conquistou seu primeiro título brasiliense (futebol de campo) neste ano. Infelizmente as equipes do Rabello e do Guará desistiram da disputa na última hora, alegando dificuldades de contratar técnicos em tempo para o torneio. Das equipes remanescentes, apenas CFZ-DF (defendendo o título) e Taguatinga (vice em 2009) mantiveram seus técnicos, Sylvio e Bruno, respectivamente. Entre as outras equipes rolou a famosa dança das cadeiras. A configuração final ficou assim:

Brasília (BRA): Marcus
Brasiliense (BRS): Daniel
Ceilândia (CEI): André
CFZ-DF (CFZ): Sylvio
Gama (GAM): Carlos
Sobradinho (SOB): Júnior
Taguatinga (TAG): Bruno
Tiradentes (TIR): Colegiado Técnico

O técnico do Tiradentes, Maurício, não pode comparecer para resolver questões pessoais, forçando o Tiradentes a ser comandado por um colegiado técnico, que se revezou no comando do time a cada rodada.

Diferentemente da primeira edição, este torneio foi realizado no formato todos contra todos, já que teríamos apenas 8 equipes na disputa. Para a edição de 2011 está prevista a participação, também, os campeões candangos da era amadora, que dobrará o número de equipes e levará a uma nova reformulação do formato da disputa. Também foi resolvido, em reunião técnica, que as equipes deverão contratar goleiros mais eficientes, já que os atuais de caixinha de fósforos não estão sendo páreo para os cracaços que estão jogando nos ataques das tradicionais equipes candangas.


Em detalhe a concentração do Brasília e o Centro de Computação do evento (a maquininha azul)

A disputa foi emocionante, com três equipes se alternando na liderança e outras três chegando à penúltima rodada ainda com chances de título. Nas três primeiras rodadas, foram definidos os patos da vez. O CFZ, que defendia o título, se agarra com unhas e dentes à lanterna, após três derrotas onde tomou 7 gols e marcou apenas 1. O Brasília, com um ataque um pouco melhor, 8 gols, mas tomando na sacola 13 gols, mais de 4 por partida, assume a vice lanterna, também com 3 derrotas.

Nas cabeças, o Taguatinga, do técnico falastrão Bruno, larga na ponta, disposto a acabar com a fama de vice do técnico, mas já na terceira rodada sofre o primeiro baque, caindo para terceiro, invertendo as posições com o Brasiliense, que vinha subindo a cada rodada. Quietinho, como quem não queria nada, vinha o Gama, do técnico estreante Carlos, acompanhando de perto a briga pela liderança.

As outras três equipes, Ceilândia, Tiradentes e Sobradinho, vinham oscilando ali pelo meio, alternando, bons, maus e péssimos resultados.

A partir da quarta rodada, o Brasília, mordido com a intensa torcida contra, a quem culpava pelos péssimos resultados iniciais, começou uma escalada vertiginosa rumo ao topo. Nessas duas rodadas, quarta e quinta, o Gama assumiu a liderança, sempre com Taguatinga, Brasiliense e Ceilândia fungando no cangote.

Após a quinta rodada, a duas somente do final, tínhamos sete, das oito equipes, ainda com chances matemáticas de conquistar o título. Quatro delas, Gama (11 pontos), Brasiliense (10 pontos), Taguatinga (9 pontos) e Ceilândia (9 pontos), lutavam com a faca nos dentes, todas com grandes chances de título e dependendo praticamente só de si. Correndo por fora vinham Brasília, Sobradinho e Tiradentes, todas com 6 pontos, com chances matemáticas, mas dependendo de muitas combinações de resultados para terminar no topo. As duas rodadas seguintes seriam emocionantes.


Daniel, técnico do Brasiliense, secando o jogo entre Taguatinga e Ceilândia e aproveitando para estudar os adversários

Na sexta e penúltima rodada o CFZ, conquistando sua primeira vitória no torneio, tira do Tiradentes as últimas chances, com o placar de 4×3. O Ceilândia derruba o Gama da liderança, com grande vitória por 4×2, assume a vice-liderança e sente o gostinho de caneco chegando. O Brasília, conquistando sua terceira vitória consecutiva, acaba com as chances do Taguatinga, ao vencer seu confronto por 4×3. E o Brasiliense, que detona o Sobradinho por 4×1, assume novamente a liderança e passa a depender só de si para conquistar o título.

Na última rodada, todos secavam o Brasiliense, que jogaria contra o lanterna CFZ, que havia conseguido, até então, uma única vitória. E não é que o campeão de 2009 se encheu de brios e engrossou o jogo contra o líder?! Ao final, a derrota por 3×4 deixava o Jacaré com um amargo gosto de “morte na praia” em sua bocarra. O Tiradentes, em jogo de fundo, empurra o Sobradinho para a lanterna com vitória por 4×3.

Com a derrota do Brasiliense, a segunda parte da última rodada (só jogávamos em duas mesas) começou com a seguinte situação: jogariam Gama contra Taguatinga e Ceilândia contra Brasília; se o Gama vencesse e o Ceilândia não vencesse, o Gama se sagraria campeão; se o Ceilândia vencesse, seria o campeão; e se nem Gama, nem Ceilândia vencessem seus jogos, o Brasiliense seria o campeão.

Nem é preciso dizer que a secação foi geral. O técnico do Brasiliense, Daniel, secava as duas mesas, contra Carlos e André, técnicos de Gama e Ceilândia. O Carlos, secava o André na outra mesa e vice-versa. Só que, Taguatinga e Brasília, que não tinham mais nada com a disputa, mas queriam muito terminar o torneio com dignidade e, se possível, melar a festa de alguém, foram com tudo pra dentro das redes adversárias. Ao final da rodada, as vitórias por 6×2 do Taguatinga sobre o Gama e por 6×3 do Brasília sobre o Ceilândia, deram o título de presente ao Brasiliense.

Ao final, Brasiliense no topo. O Taguatinga, com a incrível média de 5 gols por partida, amargou novamente o vice. Parece até vascaíno, mas é rubro-negro. O Brasília, terminou em terceiro, empatado em pontos com o Taguatinga, mas com uma diferença brutal no saldo de gols (13 x 1). Ceilândia e Gama, que haviam sentido o gosto da taça na mão, terminaram em quarto e quinto, respectivamente. O Ceilândia ainda terminou com a mesma pontuação de Taguatinga e Brasília, mas com a goleada sofrida no final, acabou caindo pelo saldo de gols (-1). O Tiradentes, por ter sido comandado por um colegiado, sem grandes compromissos com a equipe, até saiu lucrando por terminar na sexta colocação. E no apagar das luzes, o CFZ-DF, ex-campeão, conseguiu num último suspiro largar a lanterna, que caiu feito uma batata quente nas mãos do técnico do Sobradinho, que alegava uma grave gripe como responsável pela fraca campanha.

Curiosidade: Daniel, o técnico campeão, veio para a primeira edição, em 2009, como o grande favorito, já que era o único que jogava com botões leves, panelinha, os mais próximos das vidrilhas, novidade na época. Todos os outros jogavam com botões oficiais de acrílico. Só que, dirigindo o Sobradinho, terminou aquela edição na última colocação. Agora veio com uma novidade para salvar a pátria, uma palheta ultra-sofisticada. Um goleiro daqueles antigos da Estrela ou Guliver, transformado em palheta :-)

OS MELHORES E OS PIORES


Gol do Taguatinga contra o Brasiliense


Gol do Ceilândia contra o Tiradentes

Melhor ataque: Taguatinga, com 35 gols.
Pior ataque: Sobradinho, com 14 gols.
Melhor defesa: Brasiliense, com 18 gols.
Pior defesa: Tiradentes, com 32 gols.
Melhor saldo: Taguatinga, com 13 gols.
Pior saldo: Sobradinho, com -11 gols.
Mais rodadas na liderança: Brasiliense, 3 rodadas.
Mais rodadas na lanterna: CFZ-DF, 6 rodadas.
Maior goleada: Taguatinga 8×4 Sobradinho.
Maior quantidade de gols: Taguatinga 8×4 Sobradinho.
Mais xôxo: CFZ-DF 0×1 Sobradinho.

Os comparativos completos »
Tabela completa do torneio »

E é isso aí! Pode ser que em dezembro seja realizado o primeiro Mundialito com vidrilhas. Se vai sair mesmo agora, só o tempo dirá…


Lance do jogo entre Ceilândia e Taguatinga


Em pé: Sylvio (CFZ), Daniel (Brasiliense), Júnior (Sobradinho) e Carlos (Gama)
Agachados: André (Ceilândia), Bruno (Taguatinga) e Marcus (Brasília).

Aí abaixo muitas imagens dos jogos…

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1ª Copa dos Campeões Brasileiros com Vidrilhas

2 de setembro de 2010

No último domingo, dia 29/8, foi realizada a 1ª Copa dos Campeões Brasileiros com Vidrilhas. O torneio contou com a presença de 16 dos clubes que já se sagraram campeões brasileiros. Infelizmente, momentos antes da competição, o Coritiba desistiu da participação, alegando que forças ocultas o impediam de contratar um técnico com capacidade técnica compatível com o evento.


Em pé: André, Sylvio, Marcus e Pedro.
Agachados: Hamilton, Bruno e Maurício

Compareceram ao torneio os técnicos André, Bruno, Hamilton, Marcus, Pedro, Sylvio e o Maurício, que acaba de voltar de uma temporada de 2 anos nos EUA e já está a todo vapor no botonismo Brasiliense. Os 7 técnicos, depois de um sério e meticuloso processo de contratação, foram distribuídos entre as equipes, ficando cada um responsável por dirigir duas delas. Além disso, Grêmio e Corinthians, sem conseguir contratar seus técnicos, ficaram sob a responsabilidade de um colegiado de técnicos, que se revesariam a cada rodada.


Técnicos disputam no “zerinho ou um” a chance de comandar o Corinthians na primeira rodada

O torneio foi realizado no formato de “copa”, mata-mata, com confrontos “eliminatórios” a cada rodada. Bem, eliminatórios, mas nem tanto. Os vencedores continuam disputando posições superiores, mas os perdedores também continuam disputando as posições inferiores, até o final. O importante é jogar ;-)

A primeira rodada foi animada e disputada, com algumas equipes de destacando, outras se iludindo ;-) O Bugre, depois de uma vitória por 2×0, já se considerava favorito ao título, Mengão e Inter já avisavam que reeditariam a final do BRASILEIRO (também conhecido por Copa União) de 1987, Sport, mordido por essa declaração e gritando que ELES eram os verdadeiros campeões brasileiros de 87, jurava vingança (e processo). O Cruzeiro criou uma grande expectativa de favoritismo, após um jogo sensacional com o Vasco, quando após estar vencendo por 3×1, viu o rival empatar e ainda teve fôlego para sacramentar a vitória por 4×3. Outro a se destacar foi o Atlético Paranaense, com uma vitória por 3×1 sobre o São Paulo. Alias, os são-paulinos sentiam a fúria dos Deuses do Futebol, que não admitem heresias e aparentemente castigavam o time, após a declaração infeliz do técnico tricolor paulista, que, ao conhecer o escrete que comandaria, perguntou: “quem é esse Zeti???”. Também passaram adiante, na luta pelo título, Santos, que venceu o Bahia por 1×0 e Grêmio, que venceu o Fluminense por 3×0.

Na segunda fase, o Mengão dos sonhos venceu o Guarani 4×2, com uma participação brilhante de Adílio; o Atlético Paranaense, mantendo regularidade e eficiência, despachou o Cruzeiro por 3×2; o Inter despachou o Santos por 2×1; e o Sport, mostrando grande determinação em cumprir sua promessa, detonou o Grêmio por 5×3, em um jogo sensacional.

Aí vieram as semifinais. Na disputa pelo título, Flamengo e Atlético Paranaense fizeram um jogo duríssimo, com o Atlético saindo na frente, chegando a estar vencendo por 2×1. Mas o Mengão, numa reação comandada por Leandro, com um golaço do meio da rua, fecha a fatura em 3×2. Delírio da massa rubro-negra. No outro jogo, Inter e Sport. O ímpeto do Leão da Ilha foi contido pelo centro-avante do Colorado, o camisa nove Dario, que marcou 3 dos 4 gols da vitória por 4×1. Estava sacramentado: a final seria uma reedição da final da Copa União de 87.


Inter e Mengo alinhados antes do início da partida final


Sport e Atlético PR alinhados antes do início da partida final

Na grande final, o Inter jogou muito, mas aí brilharam as estrelas de 2 craques que momentos antes haviam sido menosprezados pelo técnico colorado. Cantareli fechou o gol, foi o nome de jogo e Nunes, o Artilheiro das Decisões, sacramentou a vitória por 2×1 e o título para o Mais Querido, com um golaço no final da partida. É FESTA NA FAVELA :-)


Mengo campeão da 1ª Copa dos Campeões Brasileiros

Há de se destacar também, a campanha do Guarani, que depois de ser derrotado pelo Mengão, o que não é nenhuma vergonha, destroçou Cruzeiro e Santos, por 4×2 e 5×1, respectivamente, ficando com a 5ª colocação. Aliás, rola a suspeita de que nesse último jogo ele teria marcado 6 gols, mas um deles não tendo sido anotado em súmula, numa falha grosseira de… alguém.

Seguem algumas curiosidades e números sobre o torneio:


Careca, camisa 9 do Guarani, o artilheiro da Copa

Artilheiro: com 6 gols, Careca, 9 do Guarani, comandado pelo Bruno. Vale ressaltar que o Palhinha, que jogou com a camisa 10 tanto pelo Cruzeiro, quanto pelo Atlético MG, também marcou 6 gols, 3 por cada uma dessas equipes.

Melhor ataque: com 13 gols (ou 14), Guarani, comandado pelo Bruno.

Melhor defesa: com 3 gols sofridos, Palmeiras, comandado pelo André e Corinthians, comandado pelo comitê técnico formado por Sylvio, Maurício, Hamilton e André.

Jogo mais emocionante: Cruzeiro 4 x 3 Vasco, pela primeira fase. O Cruzeiro vencia por 3×1, o Vasco empatou e o Cruzeiro fez o gol da vitória no finalzinho. Jogão!

Jogos com mais gols (8): Sport 5 x 3 Grêmio, pela segunda fase e Bahia 4 x 4 Atlético MG, pelas semi-finais. Dois jogões!

Maior goleada: Guarani 5 x 1 Santos. Rola pelos bastidores a dúvida sobre o Guarani ter feito 6 gols, tendo ficado um sem anotação na súmula. Testemunhas confirmam o fato.

Mais gols em uma mesma partida: Dario, camisa 9 do Inter, com 3 gols na goleada por 4×1 sobre o Sport, na semi-final pela disputa do 5º lugar.

Melhor técnico: Hamilton, que levou o Atlético Paranaense ao 3º lugar e o Santos ao 6º, e Maurício, que levou o Inter ao 2º lugar e o Cruzeiro ao 7º

Melhor equipe: MENGÃO, fuderosão! Nenhuma surpresa :-)

Interessante que não houve a situação de algum técnico ter colocado seus dois times em confronto direto. Fruto, claro, dos métodos extremamente científicos para a definição da tabela.

Interessante também que os 3 maiores artilheiros do torneio foram os camisas 9 de seus clubes, os centro-avantes fazendo seu trabalho. Os outros, com 3 gols, todos atacantes também. Isso mostra que jogador de time de botão tem personalidade própria. O técnico ajuda, mas craque, quando é craque, é craque e pronto ;-)

Durante e após o torneio, os técnicos, satisfeitos, já traçavam planos para novos eventos envolvendo times com vidrilhas. Muitos outros torneios desses estão por vir.

Tabela completa do torneio »

Aí abaixo muitas imagens dos jogos…

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Eu e meus Flamengos

12 de agosto de 2010

Como Rubro-Negro fanático que sou, não poderia deixar de confeccionar times do Mengão em série ;-)

Este aí em cima é mais um para minha coleção de vidrilhas, mais um da série Mantos Sagrados. A arte eu fiz para um possível novo time para jogar 3 toques na AABB, mais um em acrílico que ainda não saiu.

Outro que saiu em vidrilhas, foi o Flamengo campeão brasileiro de 2009. Os escudos já haviam sido publicados e agora atualizei o texto com a foto do time.

Nova Zelândia, a 4ª melhor do mundo do Bola Quadrada

1 de junho de 2010

Depois de 6 meses, desde a aprovação do projeto, os uniformes oficiais de cada uma das 32 seleções pesquisados e reproduzidos em escudos com a maior fidelidade possível nos detalhes, 320 escudos recortados a mão e colados em 320 vidrilhas, todos esses 320 botões pintados um a um, 32 bloquinhos de MDF cortados e lixados (ou quase),  32 escudos de goleiros colados e um bocado mais de trabalho, finalmente foi realizada a 1ª Copa do Mundo de Futebol de Botão do Bola Quadrada. Um torneio que idealizei em 2008, bastante inspirado na organização e filosofia da BFA, que eu tenho como modelo de diversão no futebol de mesa.

As seleções na cerimônia de abertura
Todas as seleções na cerimônia de abertura da Copa

Deu trabalho, muito trabalho, mas o prazer de conceber, organizar e ver o torneio tomando forma é muito recompensador, quase mais do que jogar, que é sempre o objetivo final de qualquer botonista. O problema é sempre a dificuldade de deixar suas crias seguirem adiante ;-) Quando coloquei os times todos prontos na mesa, para as fotos oficiais, tive um desejo quase incontrolável de dar um calote na organização do evento e ficar com todos para a minha coleção particular :-)

Desde que terminei de montar os escudinhos, escolhi a minha preferida. Com seu uniforme nº2, simples, todo negro, a Nova Zelândia foi, desde o início, o meu objetivo caso conseguisse ser sorteado antes que alguém a escolhesse. Pra meu prazer, fui homenageado pelo resto da turma e pude escolher primeiro a seleção com a qual jogaria. Não tive dúvidas e escolhi essa aí da foto.

Seleção da Nova Zelândia

Outros escudinhos me deram muito mais trabalho e orgulho de ter feito, como é o caso dos escudos da Itália, da Dinamarca e do México, dentre tantos outros, com os detalhes da estampa, da gola e outras firulas que as fornecedoras estão inventando para dificultar a cópia e o trabalho dos criadores de escudos para botão.

Uniforme da Itália

Por falar em escudinhos, prometo que em breve estarão todos disponíveis aqui, em imagens de alta resolução e PDF, para quem quiser baixar e usar. Só não me exijam urgência, porque agora estou descansando um pouco, curtindo a ressaca da Copa.

Bem, o torneio foi muito bacana! Eu, pelo menos, fiquei totalmente satisfeito, tanto com o evento, quanto com o desempenho da desacreditada Nova Zelândia, que acabou terminando na quarta colocação, quando seu técnico tinha quase certeza de que nem passaria da primeira fase ou, no máximo, das oitavas de final. O jogo final, entre Holanda e Grécia (é, Grécia), dos amigos Fernando Gomes e Bruno Machado, respectivamente, foi sensacional, para encerrar o torneio com chave de ouro. A disputa foi vencida pela Holanda por 6×4 e deu ao Carrossel Holandês seu primeiro título mundial de futebol. Pelo menos em terras candangas. Bom demais :-)

Atualização no tutorial de vidrilhas

16 de abril de 2010

Atualizei o tutorial sobre a montagem de botões em vidrilhas, com a “nova técnica” de adesivagem e pintura. Agora eu estou realmente aprendendo ;-)

Os botões usinados em acrílico e com escudos embutidos com resina não estão esquecidos, mas como estou sem tempo livre para isso, vou curtindo as vidrilhas, que posso fazer em casa.

Novo Manto Sagrado em vidrilhas

16 de março de 2010


Clique para ampliar

Depois de várias tentativas de encomenda, com diferentes artistas, finalmente consegui o meu time dos sonhos, o Manto Sagrado, a seleção de todos os tempos do Mengão com as “carinhas” dos jogadores. Um trabalho primoroso do Vitor Sanches, do VS Botonismo. Passei pra ele a escalação e disse que queria escudinhos com os rostos dos jogadores todos parecendo fotografias antigas, envelhecidas, de modo a dar um ar antigo aos escudos e ainda uniformidade entre fotos de jogadores tão antigos quanto Domingos da Guia e recentes quanto o Pet. Depois de algumas trocas de e-mails, ajustes aqui e ali, recebi o meu time dos sonhos. Os escudinhos ficaram fantásticos, exatamente como eu tinha imaginado.

Originalmente o time sairia direto em acrílico, mas como estou realmente sem tempo para isso, não consegui me segurar e tive que produzir já a primeira versão em vidrilhas. Agora, só preciso encontrar um adversário a altura ;-)


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